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⟳ Atualizada em: 22/02/2021 17:03

As vendas de novos imóveis no Brasil aumentaram 9,8% em 2020, com 189.857 unidades negociadas, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil). Os lançamentos imobiliários, no entanto, caíram 17,8% no ano, com um total de 151.782 empreendimentos residenciais.

A oferta do mercado imobiliário também caiu, com diminuição de 12,3% dos imóveis disponíveis no estoque, ao que a CBIC atribui às incertezas do ano da pandemia de covid-19.

Os resultados do 4º trimestre de 2020 foram acima do esperado. Houve crescimento de 3,9% nas vendas de imóveis em relação ao 3º trimestre do ano. O acumulado de vendas nos últimos 3 meses do ano foi de 57.968 empreendimentos residenciais. É o melhor resultado trimestral da série histórica, que começou a ser registrada em 2016.

As unidades residenciais lançadas de outubro a dezembro também cresceram, mas de forma muito mais expressiva. A alta foi de 33,2%, com 61.274 imóveis. Com isso, o setor de construção civil conseguiu criar 111 mil novos empregos até o final de 2020.

FALTA DE MATERIAIS

As projeções para 2021 são positivas, mas o setor está preocupado com a falta de material de construção na indústria. O risco é de desabastecimento de insumos para a área, além do aumento desproporcional do valor dos materiais.

Por isso, a CBIC prevê que, apesar de uma demanda crescente, o número de lançamentos imobiliários deve diminuir neste ano. A previsão é que por até 2 meses os lançamentos sejam paralisados no país por causa da alta do preços de insumos.

Segundo dados do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção–M), medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), em 2020, os materiais de construção tiveram alta de 8,5%.

Os preços elevados de aços, cimento, cobre e blocos cerâmicos são uma “ameaça” ao setor. Para a CBIC, essa situação pode afetar também o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Isso porque além dos preços, os prazos para as construções conseguirem os insumos estão cada vez maiores em todas as cidades.

CASA VERDE E AMARELA

O aumento de preços ameaça o programa Casa Verde e Amarela, que pode ter as obras da Faixa 1 paralisadas. Isso porque não há como os contratos do programa do governo federal serem renegociados com os novos preços dos materiais.

O aumento de preços finais dos imóveis do programa também pode dificultar a viabilização do programa porque ele conta com regras específicas estipuladas pelo governo. Além disso, o aumento do valor traz dúvidas para o mercado sobre a capacidade final de venda das unidades residenciais.

A Faixa 1 do Casa Verde e Amarela, motivo de maior preocupação do mercado imobiliário, é voltada para as famílias com renda de R$ 2.500 e R$ 4.500. Esse grupo passou a apresentar menor intenção de compra, segundo a CBIC. Ao mesmo tempo em que os valores podem aumentar, as famílias contam com rendas menores e 68% não têm intenção de comprar um imóvel.

No 4º trimestre de 2020, o Casa Verde e Amarela foi responsável pela negociação de 48,6% dos imóveis do número total de vendas. É a 1ª vez na série histórica que o volume de vendas do programa federal (que substituiu o Minha Casa Minha Vida) fica abaixo de 50% do total do mercado.

METODOLOGIA

A CBIC coletou informações de 150 municípios, sendo 20 capitais. Algumas cidades foram analisadas individualmente ou dentro de suas respectivas regiões metropolitanas.

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