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⟳ Atualizada em: 30/06/2020 14:53

Os preços do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões de produção e comercialização desde a última sexta-feira, dia 26. Segundo o analista da Safras Fernando Henrique Iglesias, a disputa por animais que cumprem os requisitos para exportação ao mercado chinês segue muito acirrada, podendo ser negociados entre R$ 10 e R$ 12 acima dos animais destinados ao mercado doméstico.

Esse é o grande elemento de sustentação para o mercado brasileiro em 2020, o apetite chinês leva ao melhor primeiro semestre da história em termos de embarques de carne bovina.

Outro elemento que não pode ser esquecido é a restrição de oferta neste início de entressafra, dificultando o alongamento das escalas de abate para os frigoríficos”, afirma.

O Brasil exportou 155 mil toneladas de carne bovina (fresca, refrigerada ou congelada) em maio, de acordo com dados do Ministério da Economia. Isso representa recorde histórico considerado os resultados para o mesmo mês em ano anteriores.

Até a terceira semana de junho, com 14 dias úteis, o total embarcado foi de 107,2 mil toneladas. Se o ritmo diário de 7,6 mil toneladas se mantiver nos últimos sete dias úteis o mês, a projeção éde que o volume embarcado chegue a 160,8 mil toneladas, o que consolida também recorde histórico para o mês.

Em relação à receita, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o valor de maio foi o quarto maior da série histórica, com US$ 683 milhões. Quando feita a conversão para reais, o valor chegou a quase R$ 25 mil por tonelada vendida, o maior já registrado em toda a série.

Segundo especialistas a @ pode chegar a R$ 230,00

De acordo com o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ( Cepea ) Thiago Bernardino, o pecuarista sente os efeitos da exportação aquecida e do incremento no valor pago. Ele afirma que a média projetada para o segundo semestre está na faixa de R$ 205 até R$ 230 por arroba. Isso pode situar a média de preços até R$ 50 acima dos últimos cinco anos. Apesar do aumento de custos dos insumos como do grão, combustível e nutrição com a desvalorização do real, o produtor que exporta para paıś es europeus e para a China consegue capturar grande parte desse aumento, sobretudo se mantiver boa gestão dentro da porteira, diz Bernardino. O pesquisador estima que tendência para os próximos anos seja de continuidade deste cenário forte para o mercado de boi no Brasil, principalmente pelo fato que a carne brasileira émuito barata na comparação com as de outros importantes players, como Estados Unidos e Austrália, mesmo desconsiderando o efeito cambial.

Porém, o pesquisador ressalta que teremos oscilações à frente, sobretudo devido às políticas comerciais da China. O país asiático já renegociou preços no passado e caso as cotações sigam em alta dentro do Brasil, os preços também sobem internacionalmente, podendo gerar novas pressões por negociação. A China tem demandado protína  brasileira desde o segundo semestre de 2017 e se consolidou em patamares recordes a partir de agosto do ano passado.

Com alguns problemas de sanidade como peste suıń a africana, febre aftosa e influenza aviária, o paıś depende muito de produção de outros lugares, e a carne brasileira tem preço bastante competitivo. No nível demandado pelo gigante asiático, o Brasil éum dos poucos a conseguir atender em questão de preço, como produção e também com relação política mais estável com a China, na comparação com Austrália e Estados Unidos. Fonte: Cepea / canal Rural

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