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⟳ Atualizada em: 31/05/2022 07:55

O União Brasil passou a considerar a candidatura do ex-juiz Sergio Moro para o governo de São Paulo. Atualmente, o partido integra a base de apoio do governador Rodrigo Garcia (PSDB), que tentará a reeleição. No entanto, cogita romper com o tucano e buscar mais protagonismo nas urnas. O entendimento do União Brasil é que Moro tem um importante capital político e que a figura dele pode ajudar o partido a conseguir mais votos na eleição.

Vice-presidente nacional do União Brasil, o deputado federal Júnior Bozzella comentou que a pré-candidatura de Luciano Bivar à Presidência da República mudou o planejamento do partido para o pleito deste ano. Dessa forma, segundo ele, a legenda precisa aproveitar melhor os seus ativos e apostar nas candidaturas de “puxadores” de voto, a exemplo de Moro, e não se “rebaixar” a um partido que apenas compõe o palanque de outros candidatos.

“Com a candidatura do Bivar, nós precisamos fazer um realinhamento dos palanques do União Brasil. Hoje, temos muitos ativos eleitorais a nosso favor. São trunfos que não podemos abrir mão e o Moro é um deles. Portanto, a análise que ganhou força dentro do partido é de que precisamos ter palanques fortes no Brasil. Nós não somos PSDB”, disse Bozzella.

O parlamentar disse que esse plano ainda será discutido com Moro, mas acredita que o ex-juiz não deve fazer muitas objeções. “O Moro é muito singelo com essas questões, bastante sereno. Quando ele entrou no partido, tinha a proposta de construir um caminho, de pavimentar a vida dentro da política. Os próximos anos serão complexos, pois haverá uma ausência de liderança e referências políticas no país. O Moro é um ativo importante. Se bem trabalhado internamente, ele vai ter um futuro de sucesso. Se ambientando à vida partidária, ele vai quebrar uma série de resistências. É um cara novo e tem uma longa estrada pela frente”, observou.

“Nós fazemos uma análise do capital político que ele nutre hoje em São Paulo. Não é pouco. É um nome a ser considerado. Num grande partido, com tempo de TV e estrutura, ele pode fazer uma campanha bastante competitiva. Vergonha ele não vai passar”, completou Bozzella.

O deputado acredita que a legenda pode aumentar a bancada na Câmara dos Deputados caso saia do palanque do PSDB e aposte em Moro para o Palácio dos Bandeirantes. Na avaliação de Bozzella, como o nome do ex-juiz tem alcance nacional, ele pode fazer com que o União Brasil eleja ao menos um deputado federal por estado.

Bozzella ainda cita a provável candidatura à Câmara da mulher de Moro, Rosângela Moro, como outro trunfo para o União Brasil. “A Rosângela pode chegar a 2 milhões de votos sendo alavancada pela do Moro, o que garante ao menos seis vagas na Câmara para o partido. Podemos nos tornar a primeira ou a segunda maior bancada. E aumentando o número de deputados, ganhamos mais fundo eleitoral, mais fundo partidário e mais tempo de TV. Além disso, teremos mais protagonismo para ter as melhores pedidas na escolha de comissões”, destacou.

“É uma relação de ganha-ganha. Ganha Moro, Bivar, Rosângela, os deputados federais que vão se eleger. Todo mundo será bem contemplado nessa conjuntura nacional. O Moro é um expoente da política. Portanto, temos de fazer as melhores elucubrações para ver como o partido pode sair ganhando”, acrescentou.

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