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⟳ Atualizada em: 24/01/2020 16:21

Os acidentes com elas podem não ser muito comuns, mas não são tão raros assim como se imagina, especialmente em região de mata. O Ministério da Saúde registrou 500.901 acidentes com cobras no Brasil, entre 2000 e 2018, com 1.991 mortes. São 26 mil picadas por ano.

O estado com maior número de acidentes é o Pará, com 83.964 casos nesse período. Em termo s percentuais , em 2018, foi Roraima o estado com mais casos: 100,8 por cada 100mil habitantes – a média Nacional foi de 13,9mil.

Só aqui no Tocantins, em 2020 foram registrados 19 casos, de acordo com o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) de Araguaína, região que mais concentra o maior números de casos que envolvendo picada de cobra no Estado. No ano passado tivemos 236 situações envolvendo cobras.

Mas você sabe o que fazer se for ou vir alguém sendo picado por cobra?

Primeiro um a coisa é importante: o atendimento para esse tipo de acidente é gratuito, feito exclusivamente pelo SUS ( Sistema Único de Saúde ). Desde 1986, toda a produção de soro comprada pelo governo federal, que repassa cotas aos estados de acordo com a demanda.

Uma coisa é certa, apesar de serem conselhos antigos difundidos, chupar o local da ferida ou amarrar o membro acometido ( o torniquete ), por exemplo, são práticas condenadas por especialistas e podem pioram a situação da vítima.

Caso você faça um torniquete, o veneno vai agir nessa região de maneira muito acentuada. E ao chupar o local da picada, favorece-se entrada de microrganismos, podendo ocorrer infecções secundárias.

A primeira recomendação para um caso de picada – caso haja algum local próximo – é lavar o local com água e sabão. Deve se manter a vítima deitada, e o membro acometido elevado. Também é importante tirar objetos, como relógios, pulseiras e sapatos, próximo do local da picada da vítima ( lembre-se que o local deve inchar e pode dificultar a circulação ).

O Ministério da Saúde disponibiliza uma lista de unidades públicas específicas para se procurar em caso de picada.  Basta acessar: portalsaude.saude.gov.br

Mas se não houver na cidade ou próximo ao local do acidente? Bem, a orientação é que se leve de imediato ao pronto socorro mais próximo. De lá, podem ser adotadas condutas iniciais e, caso seja confirmada que a cobra é venenosa, a unidade de saúde leva o paciente de ambulância.

O tratamento no hospital é feito com o soro antiveneno, que pode ser polivalente, no caso de identificação da cobra. Por isso, existe a importância de tentar saber a espécie ou levar a cobra para que seja administrado um soro mais eficiente.

E um erro falar que há ataque de cobras a humanos, já que a cobra só vai te picar/morder  quando se sentir ameaçada. Nós humanos, ocupamos os ambientes naturais dos animais.

Espécie de cobra

Hoje temos no Brasil temos 360 espécie de cobras/serpentes, mas 54 espécie delas são venenosas. A mais mortal das cobras no país é da espécie coral. Elas apresentam na composição do veneno a ação nerotóxica. Mas acidentes por corais são muito raros, já que apresentam a dentição inoculadora relativamente pequena, são animais de pequeno porte e portanto a boca  com uma abertura menor.

Para diminuir os riscos de acidentes deve-se evitar andar desprotegido em ambientes onde potencialmente pode-se encontrar cobras, como matas, florestas, bordas de lagos e igarapés, plantações ou próximo a entulhos. A proteção vai desde andar de botas nesses locais, a utilização de luvas de couro quando utilizar as mãos para apanhar roçado, frutas no chão e etc.  

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