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⟳ Atualizada em: 02/08/2022 15:52

O Palácio do Planalto recebeu sinalização do Supremo Tribunal Federal (STF) de que há disposição de retomada de diálogo entre o Executivo e o Judiciário, de acordo com relatos feitos por integrantes dos dois poderes.

Para isso, no entanto, o recado da Suprema Corte, foi de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa interromper ataques públicos aos magistrados.

Nos últimos dias, Bolsonaro voltou a carga contra ministros da Suprema Corte, com críticas a Alexandre de Moraes, Luiz Roberto Barroso e Luiz Fux.

O presidente também criou mal-estar, na avaliação de congressistas governistas, ao ter preterido o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), para a indicação a uma vaga ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado tinha o apoio do ministro Gilmar Mendes.

Para o seu lugar, foi indicado o juiz de segunda instância Messod Azulay, que teve o apoio do ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao STF.

A avaliação na Suprema Corte é de que é contraditória a postura do presidente em relação à ofensiva feita por integrantes da Esplanada dos Ministérios, que nas últimas semanas iniciariam tentativa de reaproximação com o Poder Judiciário.

Nas conversas, auxiliares do presidente minimizam as críticas e defendem uma separação entre a relação institucional entre Executivo e Judiciário e o discurso inflamado do presidente focado em sua militância radical.

Para integrantes da Suprema Corte, no entanto, os sinais enviados são trocados e poderia causar até mesmo um mal-estar um encontro do presidente com ministros com o risco de, horas depois, Bolsonaro fazer críticas ao STF.

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