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⟳ Atualizada em: 28/04/2022 06:26

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou um pedido para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A petição, movida por bolsonaristas, cita um discurso em que o petista diz que trabalhadores e movimentos sindicais deveriam “mapear endereços” das casas de deputados e enviar “50 pessoas” para “incomodar a tranquilidade” deles.

Segundo os congressistas, a fala de Lula foi antidemocrática, caracterizando crime de “incitação à abolição violenta do Estado Democrático de Direito e perseguição”.

Na ação, os congressistas pediram que o pré-candidato ao Planalto e líder nas pesquisas seja obrigado a manter distância de pelo menos 300 metros de “qualquer parlamentar, de suas residências, e da sede do Congresso Nacional, bem como de manter contato com qualquer parlamentar, como medida de garantia da segurança e estabilidade do Poder Legislativo”.

A petição foi protocolada em 6 de abril pelos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Coronel Tadeu (PL-SP), Chris Tonietto (PL-RJ) e Coronel Armando (PL-SC) e pelo gerente de controle ambiental da Semmam (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) da prefeitura de Vitória (ES), Dárcio Bracarense Filgueiras.

decisão de Lewandowski foi emitida na quarta feira (27.abr). O ministro avaliou que “não há elementos probatórios suficientes (justa causa) para autorizar a deflagração da persecução criminal”.

O QUE DISSE LULA

No dia 4 de abril, em evento CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Paulo, Lula disse que manifestação em frente ao Congresso Nacional “não move uma pestana de um deputado” e que ir até a casa dos congressistas surte mais efeito.

Quando a gente está dentro do Plenário [da Câmara] a gente não sabe se está chovendo lá fora, se está caindo canivete aberto, se está caindo granizo, a gente não sabe se estão xingando a gente ou xingando o presidente. Você só vai saber dos atos quando chegar em casa e ligar a televisão”, declarou.

De acordo com o ex-presidente, é preciso mudar a forma de fazer pressão no Congresso: “O deputado tem casa. […] Então se a gente, ao invés de tentar alugar um ônibus, gastar uma fortuna, para vir para Brasília, que às vezes não resulta em nada, se a gente pegasse, mapeasse o endereço de cada deputado e fosse [sic] 50 pessoas para a casa desse deputado. Não é para xingar não, é para conversar com ele, conversar com a mulher dele, conversar com o filho dele, incomodar a tranquilidade dele. Eu acho que surte muito mais efeito do que a gente vir fazer manifestação em Brasília”.

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