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⟳ Atualizada em: 06/07/2020 13:43

Preocupados com o impacto que uma possível derrota de Donald Trump pode causar nas relações entre Brasil e EUA, integrantes do setor privado querem a conclusão da primeira etapa de um acordo comercial entre os dois países antes das eleições americanas, em novembro.

O período é considerado uma janela urgente para a retomada de promessas que pouco avançaram desde a visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington, em março do ano passado, como o acordo comercial e a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Documento organizado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), entidade que reúne cerca de 5.000 empresas brasileiras e americanas, lista dez medidas consideradas prioritárias para este ano, apesar das dificuldades impostas pela crise econômica e de saúde pública causada pela pandemia.

A imprensa teve acesso ao texto que será enviado para autoridades de ambos os países empenhadas nas relações bilaterais, como embaixadores, ministros, secretários e congressistas.

O objetivo é que haja envolvimento para mais resultados a curto prazo.

Os empresários reconhecem que um acordo de livre-comércio, que considere tarifas, está longe de ser realizado, mas cobram ações como facilitação de comércio, boas práticas regulatórias, comércio digital e combate à corrupção em torno do que chamam de primeira fase do trato.

“Espera-se que a iniciativa seja concluída antes das eleições presidenciais nos EUA, o que representaria um passo relevante em direção a um futuro acordo comercial mais abrangente”, diz o documento da Amcham.

O texto destaca ainda a necessidade de efetivar duas medidas que foram consideradas os grandes trunfos da diplomacia brasileira na visita de Bolsonaro à Casa Branca: a designação do Brasil como grande aliado extra-Otan e o apoio dos americanos ao país na OCDE.

“Em que pese o bem-vindo apoio manifestado pelos EUA à entrada prioritária do Brasil na OCDE, o início do processo de acessão ainda precisa ser aprovado pela totalidade dos membros da entidade.”

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