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⟳ Atualizada em: 22/05/2020 17:12

Mais de 20% dos moradores dos estados do Pará (2,3 milhões de habitantes), Amazonas (1,3 milhão) e Mato Grosso (888 mil) estão até quatro horas de distância do município mais próximo com serviço de saúde que possui estrutura adequada para o atendimento de pacientes com doenças respiratórias graves, consequência da covid-19. É o que demonstra o estudo “Regiões e Redes Covid-19: Acesso aos serviços de saúde e fluxo de deslocamento de pacientes em busca de internação”, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A nota técnica com o estudo, publicada nesta quinta-feira, 21, afirma que a necessidade de deslocamento para conseguir o atendimento médico é uma das principais questões do sistema de saúde brasileiro. “Um dos grandes problemas para a rede de saúde brasileira é a acessibilidade geográfica. O Brasil possui dimensões continentais e, por isso, algumas regiões mais remotas impõem à sua população o deslocamento de enormes distâncias para busca de atendimento”, diz a nota da fundação.

Os pesquisadores explicam que essa demora pode ter consequências negativas na saúde do paciente. “É evidente que nem todos os municípios do país devem ter um centro de tratamento intensivo, mas é necessário definir serviços de referência e contrarreferência no atendimento à saúde, evitando vazios de atendimento, bem como deslocamentos longos, que podem afetar o estado de saúde do indivíduo”, diz o documento.

Além dos habitantes desses três estados, o estudo mostra que essa situação é a realidade de pelo menos 7,8 milhões de brasileiros, sendo que os habitantes das regiões de “Amazônia, norte do Mato Grosso, interior do Nordeste, norte de Minas Gerais, sul do Piauí e Maranhão”, levam mais de quatro horas para conseguirem acesso ao sistema de saúde com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), equipamentos e profissionais especializados.

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