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⟳ Atualizada em: 15/01/2020 15:50

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta última terça-feira, 14, após reunião com o ministro da economia, Paulo Guedes, que será editada uma medida provisória para elevar o valor do salário mínimo a R$ 1.045,00 reais, do patamar fixado anteriormente de R$ 1.039,00 reais.

Segundo o presidente, o reajuste tem por objetivo recompor a inflação de dezembro, que ainda não havia sido fechada. O resultado efetivo do Índice Nacional de Preços ao Mercado – INPC de 2019, contudo, foi de 4,48%. O índice serve como base para correção do salário mínimo.

“Nós tivemos uma inflação atípica em dezembro, nunca foi tão alta assim, basicamente pelo preço da carne. Tínhamos que fazer com que o valor do salário mínimo fosse mantido. Então, ele passa a via medida provisória de R$ 1.039,00 para R$ 1.045,00 no dia 1º.de fevereiro”, disse Bolsonaro.

Guedes defendeu que com a nova medida provisória, que será enviada ao Congresso com este valor, Bolsonaro reafirma o comprometimento com a preservação do poder de compra do salário mínimo. Ele justificou que a última estimativa de inflação do ano passado, do boletim Focus, ficou abaixo da inflação real do pedido.

Segundo o ministro, a elevação afetará as despesas da União em 2,3 bilhões de reais adicionais, mas o governo já prevê receitas de cerca de 8 bilhões de reais em outra frente, que ele não detalhou, de maneira que esse impacto será absorvido.

“Nós vamos arrecadar mais de 8 bilhões ( de reais ). Não é um aumento de impostos, não é nada disso, são fontes que estamos procurando, vamos anunciar que vão aparecer, de forma que esse aumento de 2,3 bilhões de reais vai caber nesse Orçamento”, afirmou Paulo Guedes. Caso a receita não apareçam, podem ser que um “contingenciamentozinho” seja necessário, disse Guedes, acrescentando em seguida que esse é um assunto para depois.          

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