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⟳ Atualizada em: 29/07/2021 17:21

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, reprovou a escolha do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) para a Casa Civil. Aliado de Jair Bolsonaro, o ex-deputado insinuou que o presidente pode ser traído pelo novo ministro e disse que “não confiaria” em um político que apoiou o PT nas últimas eleições. Líder do Centrão, Nogueira já chegou a definir Bolsonaro como “fascista” em um passado não muito distante e, em 2018, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava preso, disse que ficaria com ele “até o fim”.

“Tem o general de confiança (Luiz Eduardo Ramos). Vai botar um civil? E um civil que o tempo todo, nos últimos 20 anos, apoiou o PT lá no Piauí”, afirmou Jefferson. “Serviu demais do lado de lá, não gostaria de ter ao meu lado.”

Ao lembrar a época em que foi líder da tropa de choque do então presidente Fernando Collor na Câmara, Jefferson disse haver semelhanças entre aquele período e o atual. O presidente do PTB comparou a escolha de Nogueira para a Casa Civil com o que viveu Collor meses antes de renunciar para não sofrer impeachment, em 1992, quando, logo no início daquele ano, nomeou Jorge Bornhausen, do PFL, para a recém-criada Secretaria de Governo.

“Quando o presidente (Collor) abriu os olhos, toda a liderança junto ao Congresso Nacional era do Bornhausen. Não era dele”, afirmou o ex-deputado. Delator do mensalão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jefferson teve o mandato cassado em 2005.

Agora, ele quer ver Bolsonaro concorrendo ao segundo mandato pelo PTB. Se não for possível, deseja filiar o candidato a vice-presidente. Como exemplo de vice, Jefferson citou o ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Na semana passada, o Estadão revelou que o general ameaçou a realização das eleições de 2022, caso o Congresso não aprove o voto impresso.

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