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⟳ Atualizada em: 10/03/2022 09:18

O conflito entre Ucrânia e Rússia chega ao 15º dia nesta 5ª feira (10.mar.2022) com a reunião entre os ministros das Relações Exteriores dos 2 países. O russo Sergey Lavrov e o ucraniano Dmytro Kuleba se reuniram pela 1ª vez desde o início dos conflitos.  O encontro, realizado nesta 5ª feira (10.mar.2022) em Antália, na Turquia, terminou sem avanços. Em entrevista a jornalistas, Lavrov declarou ter discutido questões humanitárias e que as negociações sobre o fim do conflito devem ser mantidas pelas delegações dos 2 países em Belarus como vinha sendo realizado. “Não viemos aqui para obstruir  as negociações que estão sendo feitas em Belarus”, disse, afirmando ser no país que as “soluções práticas” devem ser tomadas. Falou que não pretende criar “conversas paralelas”.

O ministro afirmou que a Rússia já elencou as condições para o cessar-fogo e aguarda posição da Ucrânia. Segundo ele, os ucranianos “recusam acordos”.

Lavrov declarou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não rejeita encontro com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, mas que, antes, deve haver avanços nas negociações em Belarus. Em 3 de março, Zelensky afirmou que “não há outra maneira de parar” a guerra a não ser falar com Putin.

O chanceler russo falou que o país nunca usou “o petróleo e o gás como arma” e que a Rússia continuará a ter mercado para as commodities mesmo com as sanções impostas pelo Ocidente.

Kuleba declarou que seu país continua aberto ao diálogo. O ministro ucraniano disse ter pedido a abertura de corredor humanitário em Mariupol e a entrega de ajuda humanitária à cidade portuária. Ainda, um cessar-fogo de 24 horas para resolver as questões humanitárias mais críticas.

Segundo o chanceler ucraniano, Lavrov respondeu não estar autorizado a dar garantias em nenhuma dessas questões, mas que repassaria o pedido ao comando militar e ao governo russo.

“Ouvi hoje do lado russo que eles ligam o cessar-fogo às exigências de Putin à Ucrânia. A Ucrânia não desistiu e não desistirá. Estamos prontos para as decisões diplomáticas, mas enquanto elas não existirem, defenderemos nossa terra da agressão russa”, falou o ministro.

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