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Queermuseu: superintendente do banco Santander presta esclarecimentos sobre polêmica na Câmara de Gurupi

Em outubro a Câmara Municipal de Gurupi encaminhou uma moção de repúdio ao Santader Cultural, que enviou hoje, 30, um de seus superintendentes para prestar esclarecimento na Casa de Leis gurupiense.

Atualizada em: 30/11/2017 18:36

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A exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira”, esteve em cartaz entre os dias 15 de agosto e 10 de setembro no Santander Cultural em Porto Alegre (RS). A exposição teria seguido até o mês de outubro, mas foi cancelada um mês antes do previsto depois da grande repercussão e inúmeros protestos nas redes sociais de pessoas que consideraram algumas imagens expostas na mostra, ofensivas à religião e aos bons costumes, além de incentivo à pedofilia e zoofilia.

No dia 17 de outubro passado, uma Moção de Repúdio de autoria do vereador Ivanilson Marinho (PMDB) foi aprovada na Câmara Municipal de Gurupi e encaminhada ao Santander Cultural. “Nosso objetivo é mostra nosso posicionamento, precisamos defender as famílias, aquela exposição foi uma apologia ao crime, uma perseguição religiosa, um escarnecimento aos símbolos cristãos. Essa discussão, de forma alguma, poderia passar em branco por nenhuma cidade do Brasil”, expôs o vereador.

Na manhã de hoje, 30, o superintendente da instituição em Brasília, Nivton Fernandes, esteve na Casa de Leis prestando esclarecimentos aos vereadores. Alguns representantes religiosos participaram da reunião. O padre Eldinei Carneiro comentou sobre a repercussão da polêmica e fez críticas também ao Ministério da Cultura.
“Na minha visão várias imagens daquela exibição feriu a dignidade das pessoas, e quando a gente pensa em mostra, em exposição de obras de arte, a gente pensa em cultura de verdade, em criatividade, e as imagens que eu vi, não tinha arte, e minha crítica não é somente ao Santander, mas infelizmente o Ministério da Cultura (MinC) tem patrocinado muita “porcaria””, apontou o padre.

O vereador Ivanilson Marinho lembrou que a exposição foi patrocinada em R$ 1 milhão de reais pelo MinC e R$ 800 mil pelo Santader Cultural, e que com a Lei Rouanet, o Santander deixa de pagar impostos à Receita Federal e destina a verba ao segmento cultural. “ No entanto, o banco apoiou uma exposição de quadros que incentivam a zoofilia, a pedofilia e a questão do vilipendio da fé, com imagens sacras sendo vilipendiadas com atos sexuais, o que incentiva a terríveis situações de prostituição infantil envolvendo a família brasileira”.

Santander

Ao prestar os esclarecimentos, Nivton Fernandes frisou que o objetivo do banco foi incentivar a arte e promover um debate construtivo sobre questões relevantes da atualidade, como as diferenças de gênero, raça e religião, mas também que a instituição enxergou a situação como um aprendizado.

“Modificamos o nosso processo de seleção de obras que vão constituir eventualmente outras mostras, hoje temos outra governança tratando dessa questão, foi um evento de muito aprendizado pra instituição, mas por outro lado sempre com a neutralidade, com o respeito e com a diversidade que eu acho que é bastante positiva, pelo fato e termos essa diversidade dentro do nosso corpo de funcionários”. 

Fernandes afirma ainda que a polêmica trouxe um ponto positivo, contribuindo para a criação de uma nova proposta de Lei que visa incluir na Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) restrições indicativas ao público também nas mostras.

O superintende esclareceu ainda, que o Banco Santander, patrocinador do evento, já teria tomado as providências necessárias para retificar a declaração de imposto de renda referente ao ano base para reverter todo o benefício tributário obtido pela Lei Rouanet relacionado a realização da mostra Queermuseu e que já efetuou o pagamento da diferença do valor correspondente a exclusão do benefício fiscal.

Recentemente o presidente do Santander Cultural, Marcos Madureira, ao participar da CPI dos Maus Tratos do Senado, negou a existência de “incentivo a pedofilia”, e que algumas pessoas que visitaram a exposição teriam divulgado uma “visão distorcida” do evento.

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1 Comentário

  1. Júnior Veras
    30 de novembro de 2017 at 21:08 110811

    Bando de vereadores analfabetos. Deveriam se preocupar com coisas mais úteis à população gurupiense. Esse cara do banco perdeu seu precioso tempo falando para pessoas imbecializadas por grupos fascistas e e setores da mídia hegemônica, conservadora, manipuladora de cérebros retardados.