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⟳ Atualizada em: 07/05/2022 08:42

Partido dos Trabalhadores lança, neste sábado (6), a chapa presidencial para concorrer às eleições deste ano, construída pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-governador e ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB). O evento ocorre em São Paulo, estado que já foi governado por Alckmin e que é uma das principais peças no jogo eleitoral.

A cerimônia vai reunir esforços concentrados no esquema de segurança, diferentemente dos últimos eventos públicos de que o petista participou. Segundo organizadores, existe uma preocupação da sigla com o aumento da exposição de Lula em público.

A expectativa é de que pelo menos quatro mil pessoas compareçam ao evento, que precisará de credenciamento prévio. Entre os confirmados, além do PT e PSB, estão PCdoB e PV, que fazem federação com o PT, a Rede Sustentabilidade e o Psol (também federados) e o Solidariedade, partidos que apoiarão o projeto petista.

Ao contrário do que vinha fazendo, Lula deverá deixar o improviso de lado e ler o discurso que vem sendo preparado há várias semanas durante ato de lançamento oficial de sua pré-candidatura. O objetivo, segundo aliados, é evitar danos à pré-campanha.

Nos últimos dias o petista recebeu críticas, inclusive de aliados, pelas declarações polêmicas dadas de improviso, confrontando militares, policiais e a classe média.

Neste sábado, a fala do petista deverá ser focada na abrangência da chapa, representada pelo ex-tucano Geraldo Alckmin como vice, na recuperação dos direitos trabalhistas e na visão do país no exterior. Lula também deverá voltar a promessas já citadas por ele, em caso de vitória, como a criação de um ministério indígena e a proposta de internet grátis à população.

Segundo relatos feitos , espera-se que apenas o ex-presidente e Alckmin falem no evento. O político do PSB testou positivo para a covid-19 nessa sexta-feira, um dia antes do evento, e deverá discursar virtualmente.

Campanha

O comando da comunicação do ex-presidente deve ficar com o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, que foi secretário de Comunicação Social no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. A função de Silva, no entanto, será compartilhada com o deputado e ex-presidente do PT Rui Falcão.

Antes, o cargo era de Franklin Martins, que, por problemas internos do partido, deixou o comando da comunicação. Integrantes da cúpula petista estavam incomodados com o excesso de poder do ex-ministro da Comunicação Social, que também avançava sobre estratégias políticas.

As funções da coordenação política também devem ser divididas entre os deputados Gleisi Hoffmann, presidente da sigla, e o deputado cearense José Guimarães.

O senador Randolfe Rodrigues (AP) já foi escalado para integrar o colegiado da campanha, em nome da Rede Sustentabilidade. O mesmo deve acontecer com o PCdoB, o Psol e o Solidariedade.

Para dar mais fôlego à coordenação, o PT ainda deverá ampliar o número de petistas no grupo. Entre os novos participantes, nomes como o do ex-governador e ex-senador Wellington Dias (PI), do senador Jaques Wagner (BA) e do deputado Paulo Pimenta (RS).

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