0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

⟳ Atualizada em: 22/06/2020 17:21

Em Wanderlândia, o proprietário da Fazenda Maranata, Virney Costa, recebe a assistência técnica do Ruraltins de Araguaína, por meio do Convênio de Assistência Técnica para o Médio Produtor (Ater/Médio), e investe na produção de tilápia e tambaqui em tanque elevado. Com a água dos tanques, a família de Virney aproveita para realizar a fertirrigação na cultura de maracujá, desenvolvendo assim, o sistema de integração piscicultura e fruticultura.

Acompanhado há cerca de um ano pelo extensionista e engenheiro de pesca, Renan de Sousa e Silva, Virney já produziu e comercializou, no ano passado, 2,5 mil kg dessas espécies, em seis meses de cultivo.

Segundo o produtor, a expectativa, a partir de agora, é produzir 3,5 mil kg de tilápia e, para o segundo semestre, pretende chegar a 48 toneladas por ciclo. “Estou fazendo investimentos em bombas e em novos Sistemas de Oxigenação para chegar a 6 mil kg de peixes. A partir do segundo semestre, iremos dobrar a construção dos tanques para otimizar a produção para 48 toneladas por ciclo, ou seja, 96 toneladas anual”, relata.

No momento, são cinco tanques suspensos de lona geomembrana com capacidade de 110 mil litros de água em cada. “Inicialmente, trabalhamos com capacidade de 2,5 mil kg de peixes em cada tanque por ciclo que se encerra a cada seis meses. Colocamos alevinos com cinco gramas e, em seis meses, tiramos as tilápias com peso acima de 800 gramas, que é o peso ideal para essa espécie de peixe. Com um custo de produção estimado em R$ 4,20, esse pescado é comercializado em Araguaína, nos supermercados e na feira do município”, explica o produtor, acrescentando que a expectativa de lucro em torno de 35% em cada ciclo.

Já na área de plantio, são 600 pés de maracujá melhorados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No chão há quatro meses, as plantas são irrigadas por aspersão com a reutilização da água proveniente da produção dos peixes, que é bombeada para uma caixa de mil litros, onde é feita irrigação.

Para o engenheiro de Pesca, Renan de Sousa e Silva, as vantagens da produção de peixes, junto com o cultivo agrícola, vão além do reaproveitamento da água, a produção incentiva a diversificação produtiva e, ainda, por meio da fertirrigação, reduz gastos com adubação, substituindo a adubação química pela adubação natural formada pela ração e pelas fezes do peixe.

Ainda na primeira safra, a expectativa do produtor é colher 6 kg da fruta em cada pé para atender o mercado de polpas de frutas de Araguaína e região. “Nas próximas safras, acreditamos que essa carga de maracujá possa chegar entre 30 e 40 kg por pé, entre a segunda e a quarta safra”, afirma Virney, acrescentando que os custos estimados nessa primeira safra sejam em torno de R$ 10 por pé, fora a mão de obra de funcionário.

Ainda na propriedade, de 100 hectares, a família trabalha com gado de leite na produção de queijos, aproximadamente 200 kg, por mês, também comercializados em Araguaína. Essa diversificação produtiva garante renda e alternativa de investimento ao produtor.

Produtor aproveita a água dos peixes para realizar a fertirrigação na cultura de maracujá. Foto: Ruraltins/Governo do Tocantins.

Incentivos

Para o fortalecimento da cadeia da piscicultura e o crescimento econômico-social do Tocantins, o Governo do Estado vem promovendo uma série de ações, dentre elas a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercado e Serviços (ICMS) do pescado de cultivo, até 31 de dezembro deste ano; a elaboração do Censo da Piscicultura no Tocantins, como informações que vão nortear as ações para o desenvolvimento do setor; a resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) que dispõe sobre o licenciamento ambiental da aquicultura no Estado com a inclusão do cultivo da tilápia em tanques-rede em reservatórios; inserção do Tocantins na Rota do Peixe e Sistematização da Câmara Setorial da Piscicultura do  Estado, formada por representantes de instituições de governos, pesquisa, educação e iniciativa privada, bem como o primeiro evento que debateu a produção de tilápias no Tocantins – o Tilapiatins.

Ater para Médio

Desenvolvido pelo Governo do Tocantins, por meio do Ruraltins, e em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ater para Médio foi firmado em 2017 com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento econômico e social dos médios produtores rurais do Tocantins.

Com recursos na ordem de R$ 861.639,32, o convênio foi aditivado e segue até 30 de dezembro de 2020, contemplando três categorias, sendo pecuarista de corte e misto, de culturas anuais e de fruticultura.

Para o início dos trabalhos no Estado, foram capacitados 84 extensionistas na plataforma digital Mais Ater, visando atender os 44 municípios contemplados pelo projeto.

Post Anterior

Ageto irá revitalizar sinalizações da Ponte da Amizade e da Integração

Próximo Post

Sine no Tocantins realiza encaminhamento para vagas de emprego por telefone