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⟳ Atualizada em: 02/02/2021 15:17

A produção industrial caiu 4,5% em 2020, o pior resultado anual desde 2016, quando o setor recuou 6,4%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 02, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O setor registrou resultados negativos em todas as 4 grandes categorias econômicas:

  • bens de consumo durável: -19,8%;
  • bens de capital: -9,8%;
  • bens de consumo semi e não duráveis: -5,9%;
  • bens intermediários: -1,1%.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias teve a influência negativa mais intensa sobre a indústria. Recuou 28,1% em relação a 2019. Foi pressionada, em grande medida, pelos itens automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e autopeças.

Outras contribuições negativas vieram dos ramos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-23,7%); indústrias extrativas (-3,4%); metalurgia (-7,2%); couro, artigos para viagem e calçados (-18,8%); e outros equipamentos de transporte (-29,1%).

Entre as 6 atividades que tiveram alta, as principais influências vieram de produtos alimentícios (4,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,4%).

Apesar da queda anual, o setor subiu 0,9% em dezembro frente a novembro, o que representa a 8ª alta mensal consecutiva. Nesse período de crescimento, a produção industrial teve expansão de 41,8%, eliminando a perda de 27,1% registrada de março a abril –período mais agudo da pandemia de covid-19.

A crise sanitária levou o setor para o nível de atividade mais baixo da série histórica, iniciada em 2003. Mesmo com o desempenho positivo nos últimos meses, a indústria ainda se encontra 13,2% abaixo do seu nível recorde, alcançado em maio de 2011.

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