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⟳ Atualizada em: 22/06/2022 12:55

O núcleo duro da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição classificou a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro como um “desastre” às vésperas do período eleitoral. Por essa razão, o Palácio do Planalto resolveu reagir e tentará dissociar, o quanto antes, o presidente da República do Bolsolão do MEC.

Hoje pela manhã, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente, tiveram uma rápida reunião para tratar do assunto. Segundo assessores próximos do presidente, a avaliação inicial é que a prisão de Milton Ribeiro pode minar o discurso anticorrupção de Jair Bolsonaro.

Outro receio do núcleo duro da campanha bolsonarista é que esse episódio, ligado aos sucessivos aumentos de preços dos combustíveis, ocasione a chamada “tempestade perfeita” contra o projeto de reeleição do presidente da República.

Para conter o dano de imagem, Bolsonaro e seus aliados tentarão emplacar a seguinte narrativa: Milton Ribeiro agiu de forma isolada, sem a anuência do Palácio do Planalto. Além disso, o núcleo bolsonarista insistirá na cantilena de que, ao ter conhecimento de um episódio de corrupção dentro do governo, atuou o quanto antes para combatê-lo.

Essa tática foi utilizada por Bolsonaro e seus auxiliares durante a CPI da Covid, quando o deputado federal Luis Miranda afirmou a este site que o presidente da República sabia de um suposto esquema de desvios de recursos através da aquisição de doses da vacina Covaxin.

E um terceiro remédio sobre o episódio que será explorado pelos bolsonaristas é o fato de que o juiz federal Renato Borelli já concedeu decisões desfavoráveis ao governo. Logo, na visão governista, a prisão de Ribeiro seria uma decisão eminentemente política.

Foi o magistrado que, por exemplo, determinou abertura de ação penal contra o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, por crime de difamação envolvendo a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

Hoje, aliados de Jair Bolsonaro foram às redes sociais e já colocaram o plano em prática. O deputado Pastor Marco Feliciano (PL-SP) e o presidente da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), parabenizaram o governo por intensificar investigações sobre corrupção na atual gestão.

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