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⟳ Atualizada em: 24/05/2022 15:22

A Comissão de Gestão de Dados e Informações (CGDI) do Projeto Vida no Trânsito (PVT) esteve reunida na manhã desta terça-feira, 24, no auditório da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), com representantes do trânsito, segurança estadual e municipal e várias instituições parceiras, para apresentar os resultados alcançados do programa que tem como matriz central a integração de bases de dados para a análise dos fatores de riscos dos acidentes graves e fatais no perímetro urbano de Palmas.

Os dados estatísticos apresentados pela comissão, da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana (Sesmu), mostram que motociclistas do sexo masculino, com idade entre 18 e 25 anos, representam 62% das principais vítimas fatais de acidentes de trânsito ocorridos no perímetro urbano de Palmas em 2021. Segundo dados do Projeto Vida no Trânsito, as ocorrências envolvendo esses condutores correspondem a 61% dos casos, ultrapassando pedestres (17%), ciclistas (9%) e ocupantes de veículos leves (8%).

O objetivo dessa comissão, que se reúne periodicamente, é analisar os acidentes graves e fatais para conhecer os fatores de risco que os causam, e, dessa forma, apoiar as intervenções de fiscalização, engenharia e educação para a redução da morbimortalidade no perímetro urbano da Capital.  A partir deles, foram feitas análises e discutidas sugestões de intervenções e propostas ações de prevenção, a exemplo das atividades desenvolvidas neste mês, na Campanha, Maio Amarelo.
 
A apresentação da análise dos ‘Eventos Fatais’ ocorridos no trânsito no perímetro urbano de Palmas, no ano de 2021, foi feita pelo agente de trânsito Zuilton Chagas.  Para o agente, os números são preocupantes e exigem medidas urgentes de todos os órgãos envolvidos para a redução de acidentes e um trânsito com menos mortes.

De acordo com coordenadora geral do projeto,  Marta Malheiros, o Programa Vida no Trânsito tem buscado aprimorar, de forma intersetorial, os dados epidemiológicos relacionados a lesões e mortes no trânsito, de modo a gerar uma base de dados que possa subsidiar ações de prevenção a acidentes e mortes no trânsito. “Nós teremos uma agenda permanente para que possamos discutir os desafios no trânsito, por isso, a importância desses dados estarem integrados”, disse ela, acrescentando que os dados do PVT devem ser compartilhados entre as instituições para subsidiar as intervenções que serão realizadas para redução de acidentes.

“Nós vamos buscar alternativas, através do diálogo entre as instituições, para que possamos ter o compartilhamento das informações de forma mais ampla e não apenas compartimentada por agências”, pontuou o diretor do Sistema Integrado de Operações (Siop), Ricardo Real.

Para a Superintendente de Trânsito da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana (Sesmu), Valeria Oliveira, a unificação dos dados estatísticos entre os órgãos envolvidos no trânsito dará  uma resposta mais rápida às demandas. “A partir desse alinhamento desses dados estatísticos nós teremos uma integração de forma mais célere, com isso podemos identificar as causas dos acidentes e agir mais rápido no atendimento”, disse.

Composição
A Comissão Intersetorial é composta atualmente pelos seguintes representantes: Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana (Sesmu), Secretaria Municipal da Saúde (Semus),  Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-TO; Instituto Médico Legal (IML), Instituto de Criminalística, Polícia Civil do Tocantins; e Corpo de Bombeiros. 

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