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⟳ Atualizada em: 13/07/2020 18:44

Nesta segunda-feira, 13, Porto Nacional comemora 282 anos de história e 159 de emancipação política. Conhecida como Capital Cultural do antigo Norte Goiano – e consequentemente do Tocantins -, o município já foi muito maior em território, incluindo a área hoje pertencente à Capital tocantinense, Palmas, distante 52 km, e outros municípios de seu entorno. Também foi pioneira na imprensa regional e a primeira localidade a receber um veículo motorizado.

Outra particularidade é a Catedral Nossa Senhora das Mercês, única no Estado projetada em pedras e tijolos, no estilo românico de Toulouse, França (região de origem dos freis construtores, da Ordem Dominicana).

A Catedral domina a paisagem do centro histórico portuense que, em 2008, foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional. Ao todo, a área delimitada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abrange cerca de 250 edificações, incluindo o Seminário São José, a Prefeitura Velha, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, o Prédio do Abrigo João XXIII, casarões particulares, conjuntos de ruas, largos e praças.

Origens

Os historiadores acreditam que a navegação pelo Rio Tocantins deu origem à vila, que ligava dois centros de mineração. Seu primeiro morador foi o português Felix Camôa, barqueiro que, no final do século XVIII, dedicava-se à travessia de mineiros entre as minas de ouro de Bom Jesus do Pontal, populosa vila situada a 12 km à margem esquerda do rio, para as minas do Arraial do Carmo, distante 42 km à margem direita do Tocantins.

Por volta de 1805, os índios Xerente, revoltados com a exploração a que eram submetidos, atacaram e dizimaram o garimpo do Pontal. Os sobreviventes do massacre fugiram e fixaram residência em Porto Real. Os nomes atribuídos à cidade estão relacionados com a situação política vigente no país: Porto Real, quando era Brasil-reino; Porto Imperial, na época do Império; e finalmente Porto Nacional, após a proclamação da república.

A Catedral Nossa Senhora das Mercês é a única do Estado no estilo românico de Toulouse. Foto: Emerson Silva/Governo do Tocantins.

Turismo e cultura

Além de ser reconhecida pelo patrimônio material e imaterial, Porto Nacional também é um dos destinos turísticos de praia e sol do Tocantins. Integra a Região Turística das Serras de Lago, sendo que sua praia original deu origem a duas praias artificiais e permanentes, em Porto e Luzimangues, criadas a partir do enchimento do Lago de Palmas.

Neste ano, em função das medidas de contenção do novo Coronavírus, causador da Covid-19, dois tradicionais eventos que ocorrem nesta época do ano, 9ª Semana da Cultura e a 3ª Feira Literária Portuense (Flip), bem como a programação do Projeto Porto Verão 2020, ocorrem em formato 100% digital. Os eventos acontecem na plataforma http://verao.portonacional.to.gov.br/.

“Porto Nacional é uma das nossas referências culturais, além de se destacar no turismo e na geração de emprego e renda, em função de seu parque industrial em crescimento. O município é um orgulho para nós, tocantinenses”, afirma o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) e presidente da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), Tom Lyra.

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