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⟳ Atualizada em: 09/03/2022 11:02

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (09/03) a Operação “KRIKAH” com os cumprimentos de 01 (um) mandado de prisão e 11 (onze) mandados de busca e apreensão contra indivíduos que integram associação criminosa objetivando o desmatamento de florestas de domínio público no interior da terra indígena Xerente, em Tocantínia/TO, mais precisamente na mata conhecida como “Jenipapo”, com o intuito de realizar o comércio ilegal das madeiras extraídas, atividade extrativista que tem propiciado grande degradação ambiental e o comprometimento dos recursos naturais disponíveis à subsistência das populações indígenas.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Miranorte/TO, Palmas/TO, e Tocantínia/TO, todos expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal. Ressalte-se que, além do descumprimento da legislação em vigor, uma vez que a exploração comercial de madeiras oriundas de terras indígenas é proibida, o dinheiro proveniente das atividades ilegais não é auferido por toda a comunidade indígena, mas apenas por poucos integrantes, em prejuízo dos demais.

A investigação teve início após flagrante de transporte de madeira extraída da Terra Indígena Xerente, o que desencadeou os esforços para identificar todos os atores da associação
criminosa.

A operação deflagrada pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Tocantins, com o apoio da Polícia Militar do Tocantins, tem como principal foco a proteção ao meio ambiente,
aos povos indígenas e ao comércio legal de madeira.

Os envolvidos podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de desmatar, explorar economicamente ou degradar floresta, plantada ou nativa, em terras de
domínio público ou devolutas, sem autorização do órgão competente (art. 50-A, da Lei 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais) e por associação criminosa (Art. 288 do Código Penal),
cujas penas somadas podem ultrapassar 6 (seis) anos de reclusão.

O nome da operação “KRIKAH” significa Tocantínia em Akwẽ-Xerénte, idioma nativo do povo indígena Xerente. Destaca-se que em razão da pandemia causada pela COVID-19, foi adotada logística especial de prevenção ao contágio, com distribuição de EPI´s a todos os envolvidos, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas e investigados.

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