Home»Agronegócio»Plantio direto como forma de proteger, recuperar o solo e aumentar a produtividade no cerrado

Plantio direto como forma de proteger, recuperar o solo e aumentar a produtividade no cerrado

Graças as novas tecnologias adotadas, entre elas o plantio direto, é possível acompanhar e corrigir possíveis danos ao solo.

Atualizada em: 07/12/2017 09:25

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Áreas a perderem de vista, quem vê o cerrado coberto pelas lavouras de grãos não imaginam que este solo considerado pobre poderia se tornar num oásis, e  tornar o Estado entre os maiores produtores de grãos do país.  O Tocantins detém hoje a maior área entre os estados que fazem parte do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) , que juntos são responsáveis pela produção de aproximadamente, 3,5 milhões de toneladas de grãos.

Sendo a soja a principal cultura, com mais de 2,3 milhões de toneladas, nas previsões da Agroculsult, por estes quatro estados que fazem parte da fronteira agrícola, o que chamou a atenção foi a evolução positiva da última safra, quando os estado tiveram um aumento médio de produção de 81%. Se comparada a safra passada, as regiões Norte e Nordeste foram bastante prejudicadas pela ausência de chuvas e a produção caiu expressivamente em alguns estado. Já nesta temporada, mesmo com o atraso das chuvas, a situação se inverte e a expectativa é de recuperação da produtividade.

De acordo com o agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura Pecuária do Tocantins, Thadeu Teixeira, a média de produtividade varia entre 40 eté 60 sacas por hectare, dependendo da região e ou variedade.

Foto: Divulgação/Seagro

Plantio direto como forma de manter umidade e fertilidade do solo

Graças as novas tecnologias adotadas, entre elas o plantio direto, é possível acompanhar e corrigir possíveis danos ao solo. Segundo Thadeu Teixeira, praticamente todos os produtores do estado já fazem uso deste sistema, que no início de sua implantação requer cuidados básicos, mas depois de estabelecido, seus benefícios se estendem não apenas ao solo, mas também ao rendimento das culturas, promovendo maior competitividade dos sistemas agropecuários.

“Sim nós podemos usar como forragem capim, e também sorgo, milheto além do milho, ou seja, a gente entra com a soja e depois a gente pode entrar com essas outras culturas”, Explica o agrônomo. Thadeu disse ainda que o produtor pode trabalhar com o sistema de integração, lavoura pecuária, soja depois capim ou uma outra forragem junto em diferentes profundidades.

O objetivo é ter o maior numero de palhada possível, aumentando também os benefícios, entre eles, a manutenção da umidade mais alta no solo, contribuindo para a temperatura mais baixa, além de reter a água no solo. Sem esta prática, segundo Thadeu, seria inviável obter a produtividade em razão das condições da região principalmente no Tocantins que apresenta temperaturas altas podendo chegar até 40 graus. O plantio direto favorece bastante para conseguir melhores rendimentos. “A grande maioria dos produtores no estado usa esse sistema, salvo as áreas de abertura, geralmente o pessoal não consegue fazer a palhada para realizar o plantio no primeiro ano”, concluiu o agrônomo. A tendência nas áreas de soja é de crescimento gradativo com o passar dos anos.       

Post Anterior

Homem é preso por estupro de vulnerável em Praia Norte

Próximo Post

Delegacias do Tocantins terão sistema que permite bloqueio de celular furtado