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⟳ Atualizada em: 11/02/2019 18:18

O secretário de Estado da Infraestrutura, Renato de Assunção e o presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras, Virgílio Azevedo, receberam os jornalistas na tarde desta segunda-feira, 11, durante coletiva de imprensa a respeito da ponte de Porto Nacional. 

Entrevista coletiva com o secretário de Estado da Infraestrutura, Renato de Assunção e o presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras, Virgílio Azevedo. Foto: Matheus Mourão/Orla Notícias.

A coletiva acontece Secretaria de Estado da Infraestrutura, Cidades e Habitação (Seinf), em Palmas. Os representantes das pastas disseram aos jornalistas que a decisão de interditar a ponte, foi embasada em estudos técnicos realizados pelos órgãos estaduais. De acordo com o estudo, os pilares centrais estão com deformação e, por isso, a ponte está condenada momentaneamente para o tráfego.

 

Uma empresa chegou a ser contratada, em 2017, para realizar as obras de construção de uma nova ponte, existe um recurso aprovado, mas com liberação pendente. Ouça

Cerca de três equipes de topografia fazem estudos na ponte, pelo menos, três vezes ao dia. A expectativa é que uma empresa seja contratada para fazer uma análise mais criteriosa. A Defesa Civil e Corpo de Bombeiros foram consultados para fazer transporte de pessoas, além das balsas. A previsão da Agência Tocantinense de Transportes e Obras é que a balsa comece a operar em 15 dias. O Governo está discutindo a possibilidade de subsidiar parte da tarifa. Ouça audio

Foto: MPE/TO

Construída entre os anos de 1976 e 1979, a ponte de 900 metros liga o tráfego da TO-050, pelo trevo da TO-255, com a TO-070 até a BR-153. Agora, o Governo estuda a possibilidade recuperação da estrutura ou a construção de uma nova. Ouça audio:

Interdição

No início de fevereiro deste ano, engenheiros e técnicos da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) fizeram levantamento topográfico na superestrutura da ponte.

Desde a última quinta-feira, 07, a ponte do Rio Tocantins, no município de Porto Nacional, está totalmente interditada. A decisão foi tomada, de acordo com o Governo do Estado, por precaução até que os serviços topográficos sejam finalizados. Além dos trabalhos de topografia, Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) iniciou as obras que vão possibilitar a travessia de balsa no local. 

Para quem usa a TO-255 para chegar a Palmas ou necessita ter acesso ao trecho da TO-255, que liga Porto Nacional a BR-153, a alternativa é utilizar a rota que engloba as TO’s -454/455/080, que liga os Distritos Escola Brasil e Luzimangues, e realizar a travessia pela Ponte Fernando Henrique Cardoso.

No último domingo,10, com faixas, bandeiras e cartazes, o grupo formado por comerciantes, políticos e a comunidade em geral defenderam a construção imediata de nova estrutura e a travessia gratuita do rio, por meio da balsa. É o segundo protesto desde que a ponte foi bloqueada por completo. 

MPE 

No dia 30 de janeiro, o Ministério Público do Tocantins (MPE), requereu novamente, o cumprimento da decisão judicial que obriga o Governo do Tocantins a adotar medidas para garantir a segurança dos usuários que trafegam pela ponte que faz a travessia do rio Tocantins em Porto Nacional.

Na ação, o MPE expôs que, no ano de 2011, um laudo técnico apontou aumento significativo de danos na infraestrutura da ponte em relação ao diagnóstico de 2003, situação que levou, na época, à restrição do tráfego de veículos com peso acima de 30 toneladas e limitação de velocidade. Em 2014, foi aberto ainda pelo MPE, o processo licitatório para a construção de uma nova ponte, mas as obras não iniciaram. 

Já em 2015, o MPE recomentou a realização de nova análise técnica e fiscalização, mas diante da omissão do Estado do Tocantins, acionou os responsáveis judicialmente. Os promotores  Vinícius de Oliveira, Márcia Stefanello e Rodrigo Grisi destacam, ainda, que o laudo de 2011 enfatizava que a ponte entraria em colapso, em algum momento nos próximos 10 anos, ou seja, a partir de 2020, com aumento de 10% da probabilidade de ocorrência a cada ano.

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