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⟳ Atualizada em: 27/07/2022 16:34

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e seus emissários no Planalto, estão tentando se aproximar do STF (Supremo Tribunal Federal) às vésperas da disputa deste ano. São 2 os motivos para isso: o medo de o chefe do Executivo ser preso e a percepção de que o governo está perdendo apoio.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e a presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, estão entrando em contato com integrantes da Suprema Corte. Acham que o clima se deteriorou muito.

O manifesto em defesa da democracia, que já conta com 73.000 assinaturas, foi um dos sinais de alerta. Banqueiros, empresários, 11 ex-ministros do Supremo e personalidades em geral aderiram ao movimento organizado pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). Os organizadores buscam o apoio de todos os magistrados que já estiveram no Supremo.

Até Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF e algoz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Mensalão, assinou o documento nesta Quarta feira ( 27 ).

Celso de Mello, 76 anos, assumiu o protagonismo. Na 3ª (26.jul), enviou dura mensagem contra Bolsonaro ao ex-secretário da Casa Civil de São Paulo Luiz Marrey. Não faltaram adjetivos: chamou o chefe do Executivo de “medíocre”, “desprezível”, e disse que o presidente tem “aversão” à democracia.

Eis os 11 ex-ministros do STF que assinaram o documento:

Carlos Ayres Britto;

Carlos Velloso;

Celso de Mello; 

Cezar Peluso;

Ellen Gracie;

Eros Grau;

Marco Aurélio Mello;

Nelson Jobim;

Sepúlveda Pertence;

Sydney Sanches; Joaquim Barbosa

O ex-presidente Lula disse nesta quarta feira ( 27 ) que assistiu à leitura da 1ª versão da carta, em 1977, ainda na ditadura militar. Na ocasião, o professor Goffredo da Silva Telles Junior (1915-2009) também leu um manifesto pela democracia a partir da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo. O petista disse apoiar a iniciativa de agora, mas que não deve assinar por ser candidato à Presidência da República.

O MANIFESTO.

O manifesto recebeu o nome de “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”. Será lido em evento realizado em 11 de agosto, no Pátio das Arcadas do largo de São Francisco.

O texto critica o que considera “ataques infundados e desacompanhados de provas” que questionam “o Estado Democrático de Direito” e a lisura do processo eleitoral.

“Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão”, diz o documento.

Houve 398 tentativas de ataque hacker ao site da Faculdade de Direito da USP, que hospeda o formulário de adesão ao manifesto. Por causa disso, foi necessário reforçar a segurança para que o portal seguisse no ar.

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