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⟳ Atualizada em: 12/08/2019 17:27

Produtores rurais de Araguaína (TO) participaram nesta segunda (12) do levantamento de custos de produção da bovinocultura de corte. A iniciativa é do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A coleta de informações foi realizada pelos técnicos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e contou com a presença de produtores rurais e representantes de sindicatos e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Tocantins (Faet).

De acordo com o analista de Custo de Produção de Pecuária de Corte do Cepea, Giovanni Penazzi, o sistema de produção modal da região é de recria e engorda. “A propriedade possui 2.400 hectares, sendo 65% dessa área coberta por pastagem, com alta predominância de capim Brachiaria Marandu”.

Segundo o analista, o produtor de Araguaína trabalha com sublotação das áreas, devido ao regime e sazonalidade das chuvas. “Uma alternativa para os pecuaristas é investir na escala de produção e conservar as forragens, para que consigam suplantar esse déficit de produção que ocorre nos meses de estiagem”.

Os produtores informaram que a propriedade finaliza o ano com media de 0,6 UA (unidade animal) por hectare. “São pecuaristas oportunistas de mercado, que não têm costume de adquirir peso ou categoria fixa de animal. O lote de bezerro corresponde a 70% da compra e o boi magro equivale ao restante. Isso gera no fim do ano uma taxa de desfrute de 39%”.

Um dos gargalos identificados durante o levantamento foi o alto custo com mão de obra, uma vez que a área demanda um quadro de funcionários maior. “Esses custos o produtor não consegue diluir, mas ele consegue se manter na atividade no médio prazo, pois paga o Custo Operacional Total (COT), os desembolsos mais a depreciação”.

O produtor Denis Evangelista da Rocha participou da coleta de informações e afirmou que foi importante para conhecer a realidade dos custos da região e buscar melhorias na atividade. “Apurar os custos de produção é fundamental para termos um rumo na pecuária brasileira”.

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