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⟳ Atualizada em: 23/03/2020 17:08

Por Aahrão de Deus Moraes
Advogado

Em tempos de pandemia mundial provocado pelo COVID19, irremediavelmente todos os setores da economia são afetados, e o agronegócio, como um dos principais setores, não poderá ser diferente. Entretanto, por se tratar de setor de economia primária, indispensável à população, os impactos no mesmo serão menores de que em outros setores.

No mercado externo, as importações já estão em baixa, principalmente para a Ásia, que é um dos maiores consumidores do mundo. Enquanto a safra de soja (nosso principal produto de exportação) no Brasil estava sendo colhida nesse último mês, a China, por exemplo, já vivia o auge pandemia, passando a reduzir a compra da referida commoditie.

Outros países, sobretudo aqueles que não tem uma agricultura bem desenvolvida, deverão sofrer grave desabastecimento e aumento de preço dos alimentos, com forte impacto na economia e, por vezes, impacto na segurança alimentar.

Já no mercado interno os impactos são bem menores. No Brasil, que é um dos maiores produtores e importadores de alimentos do mundo, as consequências mais importantes são duas. Primeiro. Como a exportação está em queda, os alimentos acumularão aqui no País, o que fará com que os lucros do produtor rural diminua, porém, que esse mesmo alimento chegue mais barato para o brasileiro. E economia interna, então, deve se regular entre a remuneração do produtor, suficiente para cobrir os custos da produção e o lucro, e a regulação normal do preço interno ao consumidor.

Uma coisa boa é que o Brasil não sofrerá desabastecimento com boa parte do mundo, uma vez que somos autossustentáveis como um dos maiores produtores da terra. O brasileiro, ao ver notícias da dificuldade dos países mundo à fora, certamente dará mais valor ao setor, mal visto, em especial pelos ambientalistas e naturalistas.

Um outro fator importante que influenciará no mercado do agronegócio é o setor da logística, uma vez que os Portos mundo à fora, assim como os Portos nacionais e transportes terrestre tem reduzido o ritmo de atuação e, naturalmente, freando a dinâmica de entrega dos produtos agrícolas.

Contudo, a pandemia e todas essas dificuldades são passageiras, onde provavelmente será superada dentro de 2 ou 3 meses, dizem as autoridades em saúde. E a expectativa é de que, passado todo o caos atual, seja o agronegócio a locomotiva que puxe a economia dos Países de volta à normalidade, retomando o crescimento e buscando superávits.

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