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⟳ Atualizada em: 30/06/2020 14:41

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 30, a Operação “Rumple”, que tem como objetivo validar declarações prestadas em colaborações premiadas que se associam ao contexto do conjunto de investigações denominadas de “Operação Ápia”.

Deflagrada em 2016, a “Operação Ápia” apurou desvios de mais de R$ 200 milhões a partir de diversos crimes relacionados a fraudes em licitações públicas e a contratos para execução de serviços de terraplanagem, pavimentação asfáltica e obras de arte especiais, todos firmados pelo Estado do Tocantins.

Cerca de 30 Policiais Federais cumprem 6 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal do Tocantins. A maioria das ações estão concentradas no Distrito Federal.

Nesta nova fase, a investigação apura o pagamento de vantagens indevidas para garantir o direcionamento de contratos e o desvio de recursos destinados a obras públicas no Estado do Tocantins e tem como principal alvo o núcleo apontado como responsável pelo processo de lavagem dos recursos oriundos destes pagamentos indevidos, dissimulando sua origem e destinação através de sucessivas operações financeiras e supostas empresas de fachada.

O valor dos pagamentos investigados, somente nas atuais frentes investigativas, ultrapassa R$ 10 milhões. Além da obtenção de novas provas, a Polícia Federal busca coibir a continuidade das supostas ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, além de identificar e recuperar ativos frutos dos desvios.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

O nome da operação é uma referência ao personagem do conto de mesmo nome, também conhecido como Rumpelstiltskin, que transformava palha em ouro, em alusão as ações dos investigados.

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