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Operação Falsário prende suspeitos de sonegação fiscal no comércio de cereais

Atualizada em: 14/03/2019 15:26

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Nesta quarta-feira, 13, a Polícia Civil deflagrou a operação “Falsario”, desdobramento da operação “Joio”, realizada no ano passado. A operação investiga supostos atos de sonegação fiscal desde 2016. São alvos da operação, corretores de grãos de Guaraí, Miracema e Balsas, no Maranhão, envolvidos com a abertura de empresas em nome de laranjas, visando à sonegação fiscal.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 2016, quando auditores da receita estadual foram fazer uma fiscalização na empresa J. D. L. N., cadastrada em uma endereço residencial na cidade de Nova Olinda, no Norte do estado, e teria por objetivo o comércio de cereais. Foi apurado que a empresa nunca teriam funcionado de fato no local, bem como teriam lavrados autos de infração que geraram dívidas com o fisco no valor mais de R$ 500 mil. Nas buscas foram aprendidos documentos que ligam os ligam as empresas investigadas aos alvos.

De acordo com as investigações, apurou-se ainda que o grupo criminoso utilizava-se de várias outras empresas fantasmas para o comércio de grãos com quase todos os estados do Nordeste gerando prejuízos estimados à Fazenda Pública da ordem de mais de R$ 50 milhões.

De acordo com o delegado Vinícius Mendes, titular da DOT, as investigações levaram ao contador S. B. R, chefe do esquema criminoso, responsável pela criação das empresas em nome de laranjas, e falsificações de documentos públicos e particular, ao empresário J. R. S., proprietário de empresa de grãos sediada em Balsas, o qual se beneficiava do esquema as custas do não pagamento de tributos, do corretor S. B. F, de Balsas, o qual emitia as notas fiscais fraudulentas, e de dois corretores e transportadores, sendo um de Guaraí e outro de Miracema, que agenciavam as vendas dos grãos sem nota fiscal, causando prejuízo à Fazenda pública do Tocantins.

Dos cinco alvos, apenas o contador S. B. R. encontra-se foragido. De acordo com a Polícia Civil, ele teria antecedentes criminais, tendo, inclusive, seu registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) cassado.  Os outros quatro encontram-se recolhidos na Casa de Prisão Provisória de Araguaína e serão ouvidos durante todo o dia desta quinta-feira,14.

Operação

A Operação foi realizada por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Ordem Tributária- DOT, com o apoio do Grupo de Operações Táticas Especiais – GOTE, e  Delegacia Estadual de Investigações Criminais – DEIC, Núcleos de Araguaína, Guaraí e Miracema.

Governo do Estado 

Por nota, o Governo do Estado do Tocantins informa que não existem servidores fantasmas na atual administração. Em relação à operação realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 14, em Araguaína, cabe ressaltar que a mesma não aconteceu em órgão público do Estado e não está relacionada à atual administração. 

Ainda assim, a afirmação por parte da imprensa, de que os servidores investigados seriam lotados na Secretaria de Governo, confirmam que os mesmos não compõem a atual administração, em virtude de a Secretaria de Governo já ter sido extinta. 

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