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⟳ Atualizada em: 26/09/2019 15:55

O ex-governador Marcelo Miranda (MDB) preso em Brasília em cumprimento a um mandado de prisão preventiva da operação 12º Trabalho da Polícia Federal (PF) está em Palmas. Ele chegou no início da tarde desta quinta-feira, 26. De acordo com a PF, também foram presos preventivamente o pai do ex-governador, Brito Miranda em um apartamento na Capital, e o irmão, Brito Júnior, foi localizado em Santana do Araguaia (PA).

Em audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira, 26, o juiz federal João Paulo Abe estipulou uma fiança no valor de 200 salários mínimos para substituição da prisão preventiva do investigado José Edmar Brito Miranda por medidas cautelares. O magistrado levou em consideração a idade avançada, 85 anos, do investigado e um laudo médico, apresentado pela defesa, que indica saúde debilitada e cuidados médicos especiais. Por ser advogado com registro ativo na OAB, Brito Miranda foi encaminhado para uma sala de estado maior, no Comando da Polícia Militar, em Palmas. Ele ficará lá até que o pagamento da fiança seja comprovado. Entre as medidas cautelares estão a proibição de contato com investigados na Operação Reis do Gado, que investiga crimes de corrupção no Tocantins, e o recolhimento no período noturno e aos finais de semana em seu domicílio.

Foto: Divulgação

Por meio de nota, a federal Dulce Miranda (MDB) e esposa de Marcelo Miranda, disse que ” respeito das acusações que pairam sobre meu marido e pai dos meus filhos, Marcelo Miranda, eu não tenho acesso ao processo investigativo. Como esposa, tenho plena convicção da inocência e da integridade dele. Estendo esta mesma confiança ao meu sogro, Brito Miranda, e ao meu cunhado, Júnior”, disse. 

Investigações

De acordo com a PF, cerca de 70 policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, todos expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas/TO, nas cidades tocantinenses de Palmas, Tocantínia, Tupirama e Araguaína, além de Goiânia/GO, Santana do Araguaia/PA, Sapucaia/PA e São Felix do Xingu/PA.

Após a deflagração de diversas operações da Polícia Federal, dentre elas “Reis do Gado” (STJ, 2016), “Marcapasso” (4ª Vara Federal/TO, 2017), “Pontes de Papel” (STJ, 2017), “Convergência” (STJ, 2017) e “Lava-Jato” (STF, com delação firmada em 2017), constatou-se que um núcleo familiar, composto por três pessoas influentes no meio político do Tocantins, sempre esteve no centro das investigações, com poderes suficientes para aparelhar o estado, mediante a ocupação de cargos comissionados estratégicos para a atuação da organização criminosa. Ainda segundo a Polícia Federal, estima-se que a organização criminosa causou prejuízos da ordem de mais de 300 milhões de reais ao erário.

Ainda segundo a PF, a suspeita é que era mantido um sofisticado esquema para a prática de corrupção, peculato, fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, recebimento de vantagens indevidas, falsificação de documentos e lavagem de capitais. A PF informou nesta quinta-feira, 26, que a intenção é interromper a continuidade do crime de lavagem de dinheiro, por meio de sofisticado esquema, utilizando-se de “laranjas”. A PF afirma ainda que o grupo prosseguiu realizando operações simuladas envolvendo o comércio de gado de corte e empresas de fachada, construção e venda de imóveis. (Informações da Polícia Federal). 

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