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⟳ Atualizada em: 15/07/2021 15:08

Dois novos efeitos adversos raros foram associados à vacina contra covid-19 desenvolvida pela Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) nos últimos dias.

Cabe ressaltar, antes de tudo, que nenhum efeito adverso, seja raro ou comum, deve ser justificativa para desencorajar a busca pela imunização contra a covid-19.

Todos os imunizantes aprovados por agências reguladoras demonstraram segurança e eficácia, e os benefícios superam eventuais riscos.

A vacina da Janssen começou a ser usada no Brasil no mês passado, com a antecipação de 1,8 milhão de doses compradas pelo Ministério da Saúde e doação de 3 milhões de doses do governo dos Estados Unidos.

Foto: Divulgação.

Na segunda-feira (12), a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA) adicionou um alerta à bula do imunizante ao afirmar que dados sugerem que há risco raro de um distúrbio neurológico.      

Aplicada no Brasil desde o mês passado, a vacina Janssen teve recentemente um novo efeito adverso raro associado.

Segundo a FDA, há relatos de indivíduos que desenvolveram um tipo de distúrbio neurológico. Trata-se da síndrome de Guillain-Barré, uma condição que pode provocar sintomas como formigamento, fraqueza, dificuldade para andar ou realizar movimentos faciais, em cerca de seis semanas após a vacinação.

O Manual Merck de Diagnóstico e Tratamento descreve a doença como “a neuropatia inflamatória adquirida mais comum”.

“Embora a causa não seja totalmente compreendida, acredita-se que seja autoimune. Em cerca de dois terços dos pacientes a síndrome de Guillain-Barré inicia-se 5 dias a 3 semanas após uma infecção banal, cirurgia ou vacinação”, explica o livro.

Segundo a FDA e o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), foram reportadas cerca de 100 pessoas que desenvolveram a síndrome após a vacina de dose única. Cerca de 12,7 milhões de indivíduos já tomaram o imunizante da Janssen no país.

A maioria dos casos foi relatada em homens com 50 anos ou mais, geralmente com início duas semanas após a vacinação. Os pacientes normalmente se recuperam bem dessa síndrome, embora cerca de 30% dos adultos possam ter algum grau de fraqueza residual após 3 anos.

Síndrome de extravasamento capilar

Na terça-feira (13), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) solicitou alterações na bula da vacina da Janssen, seguindo o que já havia sido feito pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos) acerca de um possível efeito adverso chamado síndrome de extravasamento capilar.

A mesma orientação foi dada em relação à vacina da AstraZeneca, que utiliza a mesma tecnologia de vetor de adenovírus.

“As pessoas que foram vacinadas com plataforma adenoviral, como os imunizantes citados acima, devem procurar assistência médica imediata se sentirem inchaço rápido nos braços e pernas ou aumento repentino de peso nos dias seguintes à vacinação. Estes sintomas estão frequentemente associados à sensação de desmaio (devido à pressão arterial baixa)”, diz a Anvisa em nota.

O órgão europeu revisou três casos de síndrome de extravasamento capilar em indivíduos que receberam a vacina da Janssen.

“Um dos afetados tinha história de síndrome de vazamento capilar e dois deles morreram posteriormente”, diz nota oficial da EMA, salientando que mais de 18 milhões de doses deste imunizante haviam sido aplicadas em todo o mundo até 21 de junho.

A EMA também explica que “a síndrome de vazamento capilar é uma condição muito rara e séria que causa vazamento de fluido de pequenos vasos sanguíneos (capilares), resultando em inchaço principalmente nos braços e pernas, baixa pressão arterial, espessamento do sangue e baixos níveis de albumina no sangue (um importante sangue proteína)”.

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