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⟳ Atualizada em: 04/08/2022 10:12

O Palmeiras conseguiu ressuscitar e, depois de estar perdendo por 2 a 0, empatou o jogo importantíssimo das quartas de final da Libertadores. Conseguiu aumentar o recorde como time visitante a não perder na principal competição das Américas, chegando a vinte partidas. 

Nenhuma equipe da história jamais atingiu esse feito.

Fora estar invicto nesta Libertadores, dono da melhor campanha.

Mas muito mais do que isso, ganhou toda a confiança para a partida decisiva, na próxima quarta-feira, no Allianz Parque. Basta uma vitória simples e a classificação para a semifinal. 

Daí o desconsolo de Cuca. Eliminado pelo Palmeiras em 2021, ele sabia que a vitória hoje era mais do que fundamental. Os jogadores e torcedores atleticanos acreditavam ter a vitória nas mãos.

Mas se esqueceram que o adversário era o Palmeiras.

2 a 2, com gosto de derrota para o Atlético Mineiro.

Mas de vitória para Abel Ferreira e seu time, que parece montado para vencer a competição mais importante das Américas.

“É fruto de muito trabalho dos nossos jogadores, que têm uma crença e mentalidade competitiva muito forte. É uma equipe que tem sucesso porque sabe que se der o máximo nos treinos e jogos, o treinador aceita qualquer resultado. Tem que dar em cada lance o melhor de si. Jogamos contra uma equipe muito qualificada, muito bem treinada, nos pressionou muito, nos reduziu espaço, e foi melhor que o Palmeiras na primeira parte  disse Abel Ferreira.

“Na segunda parte, após o gol, fomos muito melhores, fizemos dois gols, tivemos ainda uma grande oportunidade pelo Dudu. (…) Nós no segundo tempo jogamos da nossa maneira, e quando é da nossa maneira, esta equipe é capaz de tudo”, resumia, orgulhoso, Abel Ferreira.

“Não adianta achar culpados. A responsabilidade por este empate é de todos. Tomamos o gol nos acréscimos, dolorido. O torcedor irá para casa e refletir que não merecemos a vaia. Deixamos tudo no campo”, lastimava Cuca, já muito preocupado com o lado psicológico de seus jogadores, que deixaram o gramado do Mineirão abatidos.

“Foi um jogo diferente. Contra equipe qualificada, muito bem treinada. Fomos melhores na maior parte do jogo, mas não suficiente para vencer hoje”, admitia, desolado, o treinador atleticano. 

E ele tinha razão, o Atlético foi senhor do jogo, durante pelo menos 60 minutos. 

O time mineiro fez uma grande partida. Tratou de pressionar, travar o Palmeiras. Impedir que Raphael Veiga respirasse. Outra vez, o meia foi perseguido individualmente. Desta vez por Jair. E acertou ao colocar seu time preenchendo as intermediárias, com as linhas adiantadas, porque Abel Ferreira apostava outra vez nos contragolpes. Como havia sido em 2021, quando eliminou o mesmo Atlético, no mesmo Mineirão.

O Palmeiras tinha optado pela marcação forte, individualizada. Marcos Rocha tentava correr atrás de Keno, Murilo encarava Hulk, Piquerez diminuía o espaço de Ademir, Scarpa corria atrás de Mariano,  Dudu de Rubens, Zé Rafael para Jair, quando ele atacava e esquecia Veiga. Zaracho tinha pela frente Danilo. O pobre López ficava isolado à frente.

O empate no primeiro tempo já tiraria o ímpeto da torcida e do time atleticano. E o Palmeiras segurava o 0 a 0 sem muito sofrimento. Até Marcos Rocha, o pior da partida, cometeu pênalti infantil e desnecessário em Jair. Aos 44 minutos…

Hulk mostrou não estar traumatizado pelo que aconteceu em 2021, quando perdeu penalidade diante do Palmeiras. Desta vez, o atacante não perdeu. Atlético Mineiro 1 a 0.

No segundo tempo, Cuca colocou seu time para “matar o jogo”. E em ótima arrancada de Keno, Murilo marcou contra, aos 2 minutos. 2 a 0. O gol deixou o Palmeiras atônito. O time teve chance e não decidiu o jogo. E se desmanchou psicologicamente quando Murilo completou para as redes falta cobrada de forma impressionante por Scarpa, aos 13 minutos.

 Abel começou perdendo, mas depois ganhou o duelo contra Cuca. Empate com sabor de vitória

O Atlético passou a mostrar tensão, que se espalhava para o seu torcedor. Dudu perdeu gol feito. O Palmeiras seguia lutando e a equipe de Cuca se encolhendo.

Até que chegaram os 47 minutos do segundo tempo.

Cobrança de escanteio para Dudu, que ajeitou para Danilo empatar o jogo.

2 a 2.

Clima pesadíssimo no Mineirão.

Com diretito às vaias da sua apaixonada torcida.

Será tudo ou nada no Allianz.

Palmeiras comemorou o empate como se fosse uma vitória…

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