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⟳ Atualizada em: 01/07/2020 18:01

O poderoso agronegócio nacional é vulnerável num elo fundamental, na imprescindível fertilização dos nossos solos. A maior parte dos 63 milhões de hectares de lavouras, os mais de 100 milhões de hectares de pastagens cultivadas e as áreas plantadas com cana, café, olericultura, etc. necessitam do complemento de nutrientes para se conseguir produtividade adequada.

A aplicação dos fertilizantes chega a representar, em média, um quarto do custo de implantação das nossas principais lavouras.

Em outras palavras, sim ou sim, o agricultor tem que usar fertilizante químico para ser competitivo, já que não existe possibilidade de uso do orgânico. Diante de um crescimento da demanda da ordem de 3% ao ano, o Brasil ao invés de aumentar a produção interna, fez foi diminuir.

 A produção, que em 2007 era de 9,8 milhões de toneladas, encolheu para os atuais 8,2 milhões de toneladas. Em 2020, o Paıś deverá consumir aproximadamente 36 milhões de toneladas, das quais nada menos de 27,8 milhões de toneladas virão do exterior.

 Os números são impactantes, o Brasil tornou-se o maior importador mundial de fertilizantes, mesmo dispondo de enormes jazidas de matérias-primas, deitadas em berço esplêndido, cobertas pela incapacidade dos brasileiros de viabilizar sua exploração, ao contrário da Rússia, China, Estados Unidos, Marrocos, Canadá e tantos outros, a nos corar de inveja.

Por estas razões. O Brasil tornou-se o quarto maior consumidor de fertilizantes (atrás da China, Índia e EUA). E o que os governos têm feito para diminuir esta dependência exagerada ? Praticamente nada.

 Ao longo dos anos, os diferentes governos foram acomodados diante das pressões oriundas de diversas origens, dentre as quais dos ecologistas, dos “nacionaleiros” (como dizia Roberto Campos) contrários a concessões a empresas estrangeiras, de entidades que se arrogam porta-vozes dos povos indígenas (que perdem a oportunidade de receber fortunas com as licenças), além dos embaraços causados por práticas corruptas e negociatas não-republicanas.

 Apostou-se alto nas estatais como a Petrobrás e na então estatal Vale do Rio Doce as quais, por diversos motivos, procedentes ou não, sentaram em cima de concessões de pesquisa e de lavra, que não saíram do papel.  Autor: Benedito Rosa -Administração MSc  Universidade Sorbonne/Paris

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