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⟳ Atualizada em: 09/05/2022 07:12

Com diversos usos, o milho tem grande contribuição no cenário econômico, da alimentação animal à indústria de alta tecnologia. A safra total de milho (verão + outono) está estimada em 115,6 milhões de toneladas no Brasil, 32,7% superior à do ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Curiosamente, mais de 70% dos grãos são destinados a rações, sobretudo para suínos, aves, gado leiteiro e até piscicultura.

O milho também serve à produção de etanol combustível, gerando coprodutos proteicos para alimentação animal de grande digestibilidade (DDG e WDG), além de ter muitos usos na indústria. Este ano, o Brasil produzirá 4,5 bilhões de litros de etanol de milho, 31% a mais do que em 2021 e 7% acima da estimativa anterior da União Nacional de Etanol de Milho (Unem).

O milho para consumo humano

Apenas 5% do milho se destina ao consumo humano direto: angu, mingaus, pamonha, canjica, cuscuz, polenta, cremes, bolos, pipoca ou simplesmente milho cozido e assado. Em regiões como a hispano-americana e África Austral, ele é a base da alimentação humana.

Na indústria agroalimentar, ele entra na composição de biscoitos, pães, chocolates, rebuçados, geleias, sorvetes, maioneses, uísques e cervejas.

A cerveja brasileira contém 45% de milho, em vez de cevada. A legislação autoriza o fabricante a substituir até 50% da cevada por cereais não maltados e sem precisar informar o consumidor. Com o milho, a bebida não gera “corpo” e produz cervejas mais leves.

Perdem-se alguns valores nutritivos, ganha-se no preço e no lucro. As marcas não alardeiam o uso do milho em suas receitas. O Brasil é o terceiro produtor mundial de milho e cervejas.

A safra de milho norte-americana

Na Bolsa de Chicago, o cereal mais plantado no planeta teve sucessivas altas, com a valorização do trigo, da soja e do petróleo. O início do plantio da safra norte-americana patinou.

Washington deu indicações de aumento no teor de etanol na gasolina de 10% para 15%. Mais etanol na mistura, derivado de milho, reduziria o preço da gasolina em 10 centavos por galão.

A safra de milho brasileira

A valorização da saca de milho nos últimos 20 anos foi extraordinária, de R$ 15 para quase R$ 100. No Brasil, paradoxalmente, o preço flutua. A principal razão é a previsão de uma safrinha recorde.

Segundo a Conab, a segunda safra está estimada em 88,5 milhões de toneladas, superando expectativas. Um recorde 45% superior à safra anterior, devido ao crescimento da área plantada e da produtividade (clima favorável e tecnologias).

O aumento da produtividade está estimado em mais de 36% da produtividade.

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