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⟳ Atualizada em: 29/07/2022 10:44

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais na noite de quinta-feira (28) para postar sua própria “carta de manifesto” pela democracia.

“CARTA DE MANIFESTO EM FAVOR DA DEMOCRACIA. ‘Por meio desta, manifesto que sou a favor da democracia.’ Assinado: Jair Messias Bolsonaro, Presidente da República Federativa do Brasil.”, escreveu o presidente no Twitter.

Até a tarde de quinta, o documento já havia reunido mais de 300 mil assinaturas, incluindo a adesão de ex-ministros do STF e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Felipe D’Avila (Novo) e Simone Tebet (MDB) são os únicos candidatos à Presidência da República entre os signatários até o início da manhã desta sexta.

Antes, na própria quinta-feira, Bolsonaro havia questionado que tipo de perigo oferece às instituições democráticas do país. “Qual ameaça que eu tô oferecendo à democracia?”, questionou, em referência ao manifesto.

Durante a convenção do PP, na quarta-feira (27), Bolsonaro afirmou que que não precisa de “cartinha” para demonstrar seu apoio às instituições.

“Não precisamos então de apoio ou sinalização, de quem quer que seja, para mostrar que o nosso caminho é a democracia, é a liberdade, é o respeito à Constituição”, declarou o presidente.

Sem citar adversários, o presidente publicou na noite de quinta um segundo post, logo na sequência do curto texto do próprio manifesto.

“Se eu defender menos transparência nas eleições, financiar ditaduras comunistas na América Latina, manter diálogos cabulosos com o narcotráfico e tentar controlar a mídia, serei chamado de democrata? Ou na verdade isso não depende do que se diz, mas de que lado você está?”, publicou.

Os organizadores do documento afirmaram que, desde que as assinaturas foram abertas ao público geral na terça-feira (26), foram registradas mais de 2.000 tentativas de ataques hackers contra o site que recolhe os nomes de signatários.

A “Carta aos Brasileiros” será lida em um ato na FDUSP, no Largo de São Francisco, em São Paulo, em 11 de agosto.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) confirmou que também prepara um manifesto junto a outras organizações da sociedade civil para ser lido em um ato em defesa da democracia no mesmo dia.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) decidiu na quarta-feira (27) assinar o manifesto das entidades empresarias pró-democracia.

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, adiantou que a entidade não assinará o documento da Fiesp.

“O momento político está muito tenso. E, com um manifesto, acabaríamos nos posicionando politicamente”, afirmou Andrade.

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