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“Não quis reconhecer o corpo do meu filho, pois queria a última imagem dele como ele era”, diz mãe do Advogado Danillo Sandes

A audiência é acompanhada também pela OAB-TO com o presidente Walter Ohofugi e a OAB Nacional com o presidente da Comissão Nacional de Defesa de Prerrogativas, Charles Dias.

Atualizada em: 01/02/2018 16:11

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Acontece no auditório Subseção da OAB Araguaína, nessa quinta-feira, 01, a audiência de instrução dos acusados do assassinato do advogado Danillo Sandes, conduzida pelo Juiz Francisco Vieira Filho, da 1ª Vara Criminal.  E tem sido acompanhada de perto pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB do Tocantins com a presença do presidente Walter Ohofugi e do presidente da Comissão Nacional de Defesa de Prerrogativas, Charles Dias, além de outros membros da OAB-TO. As primeiras horas foram marcadas pelo depoimento da mãe do advogado assassinado. Luzia Sandes chegou acompanhada da família e de amigos do advogado. Muito emocionada, a mãe contou sobre os momentos de agonia quando procuravam notícias do filho. “Danillo não ficava sem falar comigo. Todo dia por volta das 18 horas ele ligava pra mim. Mas naquele dia não ligou”, relata. Dona Luzia chorou no final do depoimento e falou que não quis fazer reconhecimento do corpo. “Não quis reconhecer o corpo do meu filho, pois queria a última imagem dele como ele era”, disse.

Luzia Sandes, mãe do Advogado Danillo Sandes, acompanha a audiência de instrução (à direita) – Foto: Daniel Machado

Além da mãe do advogado, também foram ouvidos na primeira parte da audiência os delegados José Rérisson Macedo e Guilherme Torres, da delegacia de homicídios e proteção à pessoa de Araguaína, que atuaram na investigação e prisão dos acusados. Pelo menos 17 pessoas ainda devem ser ouvidas como testemunhas de defesa e acusação. Os quatros réus, que estão presos, também devem passar por interrogatório: o farmacêutico Robson Barbosa Costa, de 34 anos; os policiais militares do Pará Rony Marcelo Alves Paiva e João Oliveira Santos Junior; e o ex-policial militar, também paraense, Wanderson Silva de Sousa.

Entenda:

O assassinato aconteceu no dia 25 de julho do ano passado. O advogado Danilo Sandes teria saído de casa pela manhã, marcou um encontro pelo telefone em um supermercado próximo à saída da cidade, para atender um cliente. E nunca mais foi visto. No dia seguinte, a moto do advogado foi encontrada abandonada. Cinco dias depois o corpo dele foi localizado próximo de uma chácara, a 18 km de Araguaína, em estado avançado de decomposição. Danilo foi assassinado com dois tiros na nuca. Danilo Sandes tinha 30 anos de idade, era solteiro e tinha um filho de 9 anos. Ele se formou em direito pela Faculdade Católica de Araguaína em 2014. De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por brigas entre herdeiros de um inventário judicial que envolve patrimônio milionário.

Julgamento dos acusados do assassinato do advogado Danilo Sandes deve acontecer nesta quinta

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