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⟳ Atualizada em: 09/06/2021 16:18

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso. defendeu o voto eletrônico na Comissão Geral da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 9. “Nosso processo eleitoral eletrônico é seguro, transparente e, sobretudo, ele é auditável”, afirmou o ministro.

Os deputados debatem PECs (projetos de emenda à Constituição) da reforma eleitoral e da adoção de urnas eletrônicas que permitem a impressão de comprovantes dos votos. Segundo o TSE, viabilizar o voto impresso custaria R$ 2 bilhões.

Foto: Divulgação.

O presidente Jair Bolsonaro é a favor da proposta e já afirmou que o presidente Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é o “pai do voto impresso”. Também afirmou que sem voto auditável em 2022, o ex-presidente Lula pode ganhar o pleito “pela fraude”.

A proposta defendida pelo presidente acumula derrotas desde a primeira vez que foi sancionada, em 2002. Críticos afirmam que a medida colocaria em risco o sigilo do voto. Em 20 anos, as 3 leis que estabeleciam o voto impresso enfrentaram resistência e foram derrubadas.

O novo modelo também encontra resistência na população. 46% são contra o comprovante impresso para auditar o voto digital.

O TSE já sinalizou que será difícil que o voto impresso seja implementado nas eleições de 2022, mesmo que a medida seja aprovada pelo Congresso Nacional antes do pleito.

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