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A mulher que está viajando pelo Jalapão de bike

Atualizada em: 30/10/2017 17:21

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Uma bicicleta é tudo o que a goiana Tauli Stein, de 31 anos, precisa para conhecer o mundo. Ela viaja de bike sozinha desde 2015, sem o auxílio de caronas, aviões ou carros, só a bike e ela: “Eu sempre sonhei em dar a volta ao mundo de bicicleta. A bike faz parte da minha vida desde muito cedo, sempre foi o meu principal meio de transporte. Passei por um momento muito ruim na minha vida que foi o gatilho principal para que eu vivesse esse sonho. Resolvi largar tudo e viajar por aí de bicicleta. Estou sendo muito feliz”.

Itauli e sua inseparável bike em uma parada rápida para descanso antes de continuar sua saga pelo Tocantins.  Foto: Pedro Monteiro

Almoçando na casa de desconhecidos, dormindo em beiras de rio e cachoeiras e conhecendo lugares extremos, não há tempo ruim para Itauli, que agora está pedalando pelo Jalapão, no Tocantins: “O Jalapão está sendo o maior desafio da minha vida. Já atravessei muita coisa, já fiz muita loucura, mas aqui é muito brutal. Isso aqui é um paraíso. Costumo dizer que existem vários paraísos, mas entre um paraíso e outro existem muitos infernos e pago muito pecado. Acredito que quando eu sair daqui, tenho um crédito de dez anos de vida pecaminosa e desregrada.”, conta sorridente.

“É uma experiência única. Incrível. Vale cada gota de suor que você evapora, o pé queimado na areia quente. É muito sangue, suor e lágrima.”

O Jalapão não é a primeira grande distância que a ecoturista percorreu. Em suas viagens, ela já conheceu a região sul, sudeste, centro-oeste do Brasil além de países como Uruguai, Argentina, Paraguai. Agora, o objetivo é explorar a região norte e nordeste do país. O destino de Itauli após o Jalapão é o Maranhão: “Depois daqui, estou pensando em ir à Chapada das Mesas no Maranhão. Acho que são menos de 800km. No asfalto é muito fácil”. Sobre quanto tempo ela vai ficar no Tocantins, ainda não se sabe. Na lista de destinos, a aventureira também pretende voltar ao chaco paraguaio. Região semi-árida da América do Sul.

“Depois daqui, não tenho medo de mais nada”

Tauli conta quais os lugares do Jalapão que ela mais gostou: “Fiquei muito encantada como a cachoeira da velha, também me admirou muito o fervedouro dos encontros das águas, foi a maior surpresa pra mim. Foram meus maiores momentos aqui até agora”.

A fonte de renda de Itauli na estrada se baseia na confecção de chinelos, produzidos por ela mesma usando material de pneus velhos que consegue em borracharias pelas cidades que passa. O preço, em média, é de R$ 30 e a viajante os vende pelos municípios que percorre.

Infelizmente, não há muitas possibilidades para quem quer acompanhar as aventuras da ciclista já que mídias sociais não são o forte dela: “Não tenho nenhuma mídia social, blog, instagram nem nada. Muitas pessoas falam que preciso divulgar isso que faço, mas, sinceramente, eu tenho preguiça de mexer em rede social. Tenho um certo bloqueio. Até meu Whatsapp é um causador de problemas pois fico muito tempo sem internet”, conta. Porém, Itauli promete que está pensando no caso.

 

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