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Morte dos macacos em Pedro Afonso ganha nova repercussão com vídeo de morador que faz desabafo nas redes sociais

Atualizada em: 15/01/2018 20:19

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O caso voltou a ganhar repercussão depois que José Avelino Coelho, morador de Pedro Afonso, cidade que fica a 170 km da Capital, postou no dia 12 de janeiro um vídeo nas redes sociais, desabafando. Ele conta sobre o caso que aconteceu em novembro do ano passado, quando 4 macacos foram encontrados mortos no quintal de uma residencia onde a mãe dele mora. Ele denuncia o comportamento de profissionais de saúde do município que aconselharam a família a enterrar os animais, mas José Avelino se negou e eles foram recolhidos. (Confira o vídeo)
A principal reivindicação é com o laudo da causa da morte dos macacos, que não foi realizado. O caso aconteceu há quase dois meses, onde quatro macacos foram encontrados mortos. E sem saber o motivo que levou os animais à morte, a preocupação se espalhou pela cidade. Lucas Brito, que é estudante e mora na cidade, conta que o assunto nunca saiu das rodas de conversa. “Quem mora aqui sabe pouco sobre o que a febre amarela pode causar, mas se preocupam. Eu tomei vacina ainda em 2010 e não atualizei ainda. Só não me preocupo mais porque não viajo para região de matas, fazenda. Mas vou procurar ter mais informação sobre isso”, comenta.
Célia Souza, que é comerciante na cidade, ficou assustada. “Eu nunca esqueci esse assunto. A gente vive numa cidade que tem muita região de mata e no final de semana sempre dou um jeito de ir pra uma chácara. Agora imagina ficar sem saber o que aconteceu com os macacos que foram encontrados mortos? A gente precisa ter uma resposta”, disse.

A Secretaria Estadual de Saúde, por meio de nota, explicou ao portal Orla Notícias que os macacos encontrados mortos, ainda no ano passado, não passaram por exames cadavéricos porque estavam em estado avançado de decomposição e que por isso não foi possível constatar laboratorialmente a causa da morte. Ainda ressaltou que ações preventivas foram tomadas de imediato na época. A Ses-TO também reafirmou que não há indícios de casos de febre amarela no Tocantins e que existem doses  da vacina disponíveis em todos os municípios do Estado.

Foto: divulgação
Já a Prefeitura de Pedro Afonso, por meio da assessoria de comunicação, informou também por nota que ainda em novembro de 2017, os cadáveres foram recolhidos e armazenados conforme a orientação e encaminhados a gerência de vigilância epidemiológica das arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins, para realizar a necrópsia, mas não foi possível por conta do estado de decomposição dos animais. Ainda explicou que os macacos encontrados eram da espécie “Sagui”, tipicamente encontrados na região urbana, devido á proximidade com o Rio Tocantins. E também esclareceu que, desde esse episódio, nenhum outro registro foi feito na cidade. E que a comunidade que não está em dia com cartão de vacina, especificamente contra a febre amarela, é recomendado fazer a imunização. As doses da vacina ficam disponíveis às segundas-feiras, na unidade Básica de Saúde Tenente Salustiano (Antigo Sesp) e na quintas-feiras na UBS Pedro Zanina.
Outros casos:
Em abril de 2017, dois macacos foram encontrados mortos em Ananás, extremo norte do Estado. O caso também foi informado por moradores da região. Nesse caso, os animais também não foram examinados, porque já estavam em avançado estado de decomposição. Outros municípios registraram a morte de macacos. E um caso de febre amarela em humano foi notificado em Porto Nacional.
Febre Amarela
Apesar da febre amarela não existir na área urbana do Brasil, o vírus ainda circula em regiões silvestres. Por isso, os brasileiros que pretendem viajar para conhecer as regiões de matas, florestas e cachoeiras precisam estar vacinados contra a doença. A dose da vacina tem validade de dez anos. O Ministério da Saúde não indica a revacinação antes deste período. No ano de 2017, houve uma confirmação no Tocantins de morte por febre amarela silvestre em humano, não vacinado, que era do Rio de Janeiro. Há 17 anos, o Tocantins não registrava caso de morte por febre amarela em humano.
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