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⟳ Atualizada em: 05/06/2019 14:29

Fumaça, fuligem levada pelo vento, baixa umidade do ar e animais silvestres buscando refúgio em áreas edificadas. São apenas alguns das consequências que o fogo traz para o meio ambiente e para o ser humano. Para alertar sobre

os prejuízos do uso indiscriminado do fogo, nesta quarta-feira, 05, Dia D de Prevenção a Incêndios, a Prefeitura de Palmas e parceiros do Governo do Estado que fazem parte do Comitê do Fogo realizaram visitas em toda zona rural da Capital.

Ação conjunta realizada pela Fundação de Meio Ambiente, Defesa Civil e Guarda Metropolitana de Palmas formaram os grupos de visitas e traçaram 16 diferentes rotas por toda zona rural da Capital. Nas orientações, os moradores e chacareiros foram informados sobre os riscos do uso do fogo e alertados sobre como a prática, que é crime ambiental, pode gerar de multa a prisão.

Na região do Coqueirinho, a dona de casa Tatiane Diuza Lima conta que no loteamento rural onde reside foi cercado pelo fogo vindo de outras propriedades no ano passado. “O fogo chegou muito perto. Sofri porque tenho problema no pulmão. Fiquei com muita tosse e falta de ar. Foi muito difícil”, disse a dona de casa.

Na estiagem, uma alternativa para ela e outros moradores de toda região, sujeita ao fogo muito em razão dos ventos fortes vindos da Serra de Lajeado, são os aceiros. A abertura de faixas limpas de vegetação pode prevenir a chegada do fogo que deixa toda a região suscetível a incidentes graves.

O chacareiro Arnildo Antunes já realizou a limpeza ao redor de sua chácara este ano. “Moro aqui desde 1983, desde aquela época desce fogo da serra. Com Palmas nascida, continuou, ninguém sabe quem põe o fogo. Tenho uma área pequena, que cuido para não queimar porque já passei muito mal. Já fui para UPA quase morto, porque fiquei em casa e inalei muita fumaça”, contou o chacareiro.


Estiagem longa

Considerando todo o período de estiagem, os meses de agosto e setembro são aqueles em que há mais incidência de focos de calor na estiagem, neste Dia D a abordagem foi estritamente educativa. “Estamos aqui não para fiscalizar ou punir nesse momento, mas para pedir a colaboração de todos quanto ao uso do fogo e para que tenham cuidado com o lixo produzido ali, destinando ele aos contêineres da região. Queimar o lixo é um problema grave, mesmo folhas secas são um risco. A queima gera um resíduo muito poluente para o ar e os ventos facilitam a dispersão de fogo”, disse o diretor de Gestão Ambiental, Marcelo Grison.

 Flagrante

Para garantir a punição adequada àqueles que praticam o uso criminoso do fogo, é preciso o flagrante. Por isso, qualquer morador ou testemunha pode ligar para os canais de denúncia 190 (Polícia Militar), 153 (Guarda Metropolitana) ou 199 (Defesa Civil) para informar, mesmo que anonimamente, uso do fogo na zona rural ou urbana.

Vale ressaltar que o uso controlado do fogo pode ser realizado, desde que autorizado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) em propriedades rurais.

Também participaram da força-tarefa do Dia D em toda zona rural de Palmas a Defesa Civil Estadual, Companhia Independente de Polícia Militar Ambiental (Cipama), a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, o Naturatins, a Energisa, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entre outros parceiros.

 

 

 

 

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