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⟳ Atualizada em: 17/09/2021 12:42

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira, 16, que partiu do presidente Jair Bolsonaro a orientação para rever a vacinação de adolescentes no País. Mais cedo, a Pasta orientou a interrupção da aplicação de doses em pessoas de 12 a 17 anos sem comorbidades, apesar da Anvisa autorizar o imunizante da Pfizer para a faixa etária.

ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Divulgação.

“O que o ministério da Saúde fez? Na nota técnica 40 da Secovid, retirou os adolescentes sem comorbidades. O senhor tem conversado comigo sobre esse tema e nós fizemos uma revisão detalhada no banco de dados do DataSUS”, afirmou Queiroga ao lado do presidente, na transmissão semanal ao vivo nas redes sociais feita pelo chefe do Planalto. “A minha conversa com o Queiroga não é uma imposição. Eu levo para ele o meu sentimento, o que eu leio, o que eu vejo, o que chega ao meu conhecimento”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente destacou que a Anvisa recomenda a vacinação de adolescentes com Pfizer, mas que isso não seria uma obrigação. Ainda afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é contrária à vacinação de adolescentes, quando, na verdade, a entidade apenas recomenda a priorização dos grupos mais vulneráveis.

Durante a live, Queiroga renovou críticas mais cedo feitas a governadores a prefeitos, que estariam descumprindo o Plano Nacional de Imunização (PNI) ao antecipar a vacinação de adolescentes – e, segundo o ministro, utilizando, inclusive, marcas de vacinas não autorizadas pela Anvisa para a faixa etária. “Surpresa mais de 3,5 milhões adolescentes vacinados desde agosto”, disse o ministro. “Alguns governadores e prefeitos estão obrigando a vacinar a molecada. Se tiver efeitos colaterais graves, eu quero saber quem vai se responsabilizar”, acrescentou Bolsonaro.

A Anvisa, contudo, emitiu nota na noite desta quinta-feira ratificando a liberação de uso da Pfizer em adolescentes e reforçou a existência de dados de segurança e eficácia.

OMS nunca contraindicou vacinação de adolescentes na pandemia

Entre os motivos citados pelo Ministério da Saúde para mudar a orientação em relação à vacinação de adolescentes, está que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a aplicação de doses na faixa etária, o que nunca aconteceu.

A OMS diz que a vacinação de adolescentes não é prioridade, mas tendo vacinas, reforça que todos devem se vacinar. Para a organização, a vacinação prioritária deve ser a de adultos, idosos e imunossuprimidos, mas uma vez vacinados, os mais jovens também devem receber as doses.

Nos Estados Unidos, a vacinação de jovens entre 12 e 17 anos começou em maio deste ano. Em dois meses, o país vacinou cerca de 42% da faixa etária com pelo menos uma dose, enquanto 32% já estavam totalmente vacinados.

O governo americano vem realizando esforços para vacinar faixas etárias cada vez mais jovens. Ainda neste mês, a Agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) deve autorizar a vacinação das crianças de 5 anos para cima. Em cerca de um mês e meio, a Agência também deve autorizar a vacinação de bebês de 6 meses de idade e crianças até os 5 anos, a fim de encobrir a população toda.

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