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⟳ Atualizada em: 09/05/2022 07:06

O Centro de Apoio às Promotorias de Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (Caoma) de Tocantins, analisou os alertas de desmatamento irregular que foram emitidos pelo Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas). A área total que será investigada é de 20.592 hectares, o equivalente a 28 mil campos de futebol.

No Tocantins, os alertas acima de 20 hectares, foram detectados em 249 imóveis rurais que não possuem autorização para a supressão da área verde. De acordo com o MPTO, na Regional Ambiental da Bacia do Alto e Médio Tocantins, com sede em Miracema do Tocantins, houve alertas em 136 imóveis. A Regional Ambiental da Bacia do Alto e Médio Araguaia, com sede em Formoso do Araguaia, houve 58 alertas e a Regional Ambiental do Bico do Papagaio, que tem sede em Araguatins, teve 55 alertas.

Os dados foram obtidos com o uso de geotecnologia, sendo feito uma comparação entre os alertas do MapBiomas e dados cadastrais rurais como localização das terras e com sistemas dos órgãos ambientais do estado. Era possível também ver como era a área antes e depois do desmatamento, além de ver o proprietário daquele espaço. Apesar da tecnologia utilizada, foi preciso fazer a checagem de cada ponto manualmente.

“Nós separamos as principais propriedades por atividades. Aquelas que a gente entende que têm maiores desmatamentos e maior repercussão no meio ambiente e a gente. No final se não houver um acordo com os produtores rurais ou com o produtor rural a gente amplifica a nossa atuação, a gente fiscaliza as propriedades in loco e a gente acaba propondo ações criminais ou ações cíveis que têm uma repercussão muito danosa também para o produtor”, explicou o promotor Francisco Brandes Júnior, titular da Promotoria Regional Ambiental do Médio Araguaia para a TV Anhanguera.

O MapBiomas tem o objetivo de tornar acessível o conhecimento sobre o uso da terra, possibilitando a conservação e combate das mudanças climáticas. É formado por ONGs, universidades e startups de tecnologias. Para saber mais sobre o projeto, acesse www.https://mapbiomas.org/.

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