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⟳ Atualizada em: 16/07/2022 17:57

Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) registraram uma queixa à polícia, neste sábado (16), na qual relatam uma agressão do deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB) e seus assessores durante uma caminhada na Praça Saens Peña, na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Entre os presentes, estavam o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSB), e pré-candidatos do PT a deputado estadual. O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca) como ameaça e injúria.

O advogado Rodrigo Mondego, pré-candidato a deputado estadual pelo PT, relata que os homens que estavam com Amorim exibiram armas durante a confusão.

Em um vídeo divulgado pela assessoria de Freixo, o deputado federal lamentou o episódio, disse ainda que a política não pode oferecer violência e que encaminhou o caso para a Justiça Eleitoral.

“Fomos surpreendidos por um deputado ligado ao governador Claudio Castro e ao presidente Jair Bolsonaro. Ele estava acompanhado de dez marginais armados, que foram para cima das pessoas, crianças, mulheres, idosos, com muita violência, ameaçando e dizendo que ali não era lugar para que a gente estivesse”, contou o pré-candidato.

“É lamentável que isso tenha acontecido. Encaminhamos todos os boletins de ocorrência para a Justiça Eleitoral e temos certeza que as medidas corretas serão tomadas, por um Rio de união e de diálogo”, acrescentou.

Responsável pelo registro da ocorrência, Mondego afirma que vai solicitar a inclusão de dano qualificado entre as acusações, já que, segundo os relatos, os agressores tomaram e quebraram as bandeiras dos apoiadores de Freixo.

“Eles empurraram, xingaram as pessoas e quebraram nossas bandeiras. Nos ameaçaram e disseram que não podemos mais andar por ali”, contou o Mondego.

A professora Elika Takimoto, pré-candidata a deputada estadual pelo PT, conta que o grupo foi impedido de continuar no local.

“Eles ameaçaram, xingaram, impediram a gente de continuar na praça conversando com trabalhadores. Impediram a nossa passagem pela forma como se colocaram na nossa frente. É um local que estamos acostumados a ficar, já tem uma banca nossa, mas não pudemos continuar a caminhada hoje por conta dessa violência”, relata Elika.

De acordo com a Secretaria Estadual de Polícia Civil, os depoimentos dos envolvidos foram colhidos e o procedimento será encaminhado à Coordenadoria de Investigações de Agentes com Foro (Ciaf), órgão especializado pasta, que possui atribuição para dar seguimento a este tipo de investigação.

A assessoria do deputado Rodrigo Amorim nega que tenha havido algum episódio de violência física no local.

O parlamentar afirma que estava com apoiadores na Praça Saens Peña, como ponto de encontro para um evento do PTB em São Cristóvão, bairro próximo, quando uma equipe do deputado Marcelo Freixo teria começado a ofender as famílias do parlamentar estadual e do presidente da República.

O diretório estadual do PT se manifestou sobre o caso nas redes sociais. A instância partidária informou que repudia o ato, que qualificou como antidemocrático, e disse exigir segurança para a realização das atividades políticas.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) informou que atua apenas para impedir a continuidade das irregularidades.

Para o órgão, o assunto seria responsabilidade da procuradoria regional eleitoral, representada pelo Ministério Público Federal (MPF), que ainda não se manifestou.

Rodrigo Amorim se tornou conhecido na campanha eleitoral de 2018 ao quebrar uma placa com o nome da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) durante ato realizado em Petrópolis, Região Serrana.

Na ocasião, estava ao lado do atual deputado federal Daniel Silveira, então postulante ao cargo, e de Wilson Witzel, que concorria ao governo do estado. Os três acabariam eleitos.

Com 140 mil votos, Amorim foi o deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro naquele pleito.

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