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Milho safrinha pode ter queda com atraso no plantio da soja no Tocantins

Apesar da produção recorde na safra 2016/2017, com mais de 4,5 milhões de toneladas, em área de 1,3 milhão de hectares, o otimismo do setor é grande para a safra

Atualizada em: 08/11/2017 19:14

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Por Antônio Neves

Até o momento apenas é um ensaio, o início para o período chuvoso principalmente no Tocantins contrariou todas as previsões, que seria na segunda quinzena de outubro. Com receio e com mais cautela os produtores estão preferindo aguardar um pouco mais, até que as águas se estabilizam para darem início ao plantio da safra 2017/2018. Já são quase trinta dias de atraso, a movimentação das máquinas nos campos deve acontecer mesmo a partir da próxima semana, ou seja, na segunda quinzena de novembro.  

As principais culturas de grãos no Tocantins neste período são de soja e milho, e a época de plantio deveria compreender os meses de outubro, novembro e meados de dezembro, quando as chuvas são essenciais para garantir o ciclo da germinação das sementes.

Área prevista

Apesar da produção recorde na safra 2016/2017, com mais de 4,5 milhões de toneladas, em área de 1,3 milhão de hectares, o otimismo do setor é grande para a safra que se inicia nos próximos dias, um dos motivos é a previsão climatológica que favorece o cultivo de grãos. “Em contato com produtores de várias regiões do Estado, a expectativa é que não haja decréscimo, e sim aumento em pelo menos 10%, principalmente se confirmar as previsões meteorológicas”, argumenta José Américo, Diretor de Politicas para Agricultura e Agronegócio da Seagro-TO.

Com as chuvas em atraso e abaixo da média, o plantio da soja ainda não avançou  no Tocantins. A Associação dos Produtores de Soja e Milho no Estado (Aprosoja-TO) calcula que a área já plantada não passa de 10% neste primeiro mês de semeadura. Ao contrário de outubro de 2016, quando as chuvas chegaram mais cedo e foram regulares, os produtores conseguiram plantar cerca de 25% da área total.

Como a maioria das cultivares de soja recomendadas aos produtores do Tocantins têm ciclo de 105 a 115 dias, esse atraso afeta automaticamente a segunda safra, que tem a produção de milho como carro-chefe e janela ideal de plantio terminando em fevereiro ou março. Esse prazo apertado entre a safra de soja e a safrinha de milho pode ter reflexos em toda a cadeia produtiva, como explica o presidente da Aprosoja-TO , Maurício Buffon.

Marcelo Buffon presidente da Aprosoja sendo recebido pelo governador Marcelo Miranda momento em que discutiram sobre a produção grãos no Tocantins.

“Estamos na expectativa de chuva em algumas regiões, tem produtor que ainda não recebeu chuva.  Então é certo que isso vai comprometer um pouco a própria safra e a segunda que é a safrinha de milho, nossa previsão é que o estado mantenha a produtividade de 50 sacas por hectare, uma média considerada baixa devido uma série de coisas como: áreas novas e clima, temos que melhorar. Quanto a safra do milho vamos começar atrasados e vamos ter pouco menos. Só lá na frente a gente pode saber se vai ser positivo ou negativo”. Disse Buffon, presidente da Aprosoja-TO.     

Em Pedro Afonso a expectativa da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), é que cerca de 70 agricultores associados, em 12 municípios da região devem plantar 38 mil hectares de soja na Safra 2017/2018.  

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