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⟳ Atualizada em: 14/07/2022 17:51

Argentina vive, nesta quinta-feira (14), mais um dia de protesto contra o governo de Alberto Fernández.

Milhares de desempregados e trabalhadores informais se concentraram no Obelisco, em Buenos Aires, para se manifestar contra o agravamento da crise social e exigir o aumento de auxílios governamentais para enfrentar os constantes aumentos de preço.

No fim da tarde desta quinta (14), o Instituto de Estatísticas e Censos do país divulgará a inflação para o mês de junho. Em maio, o índice foi de 5,1%, somando 29,3% desde janeiro e 60,7% em um ano.

Os manifestantes partiram do Obelisco e iniciaram uma passeata até a Praça de Maio, em uma medida de pressão o ministério da Economia, localizado a metros da Casa Rosada, sede do governo argentino.

Eles também pedem o fim de ajustes econômicos.

“O governo tem que decidir se quer atender os interesses das classes dominantes ou dos 20 milhões de pobres da Argentina que caíram do sistema e continuam caindo todos os dias”,  Alejandro Ignaszewsky, da Organizações Livres do Povo (OLP).

Nesta semana, a nova ministra da Economia da Argentina, Silvina Batakis, que assumiu após a renúncia inesperada do então ministro Martín Guzmán, disse que cumprirá as metas fiscais acordadas com o Fundo Monetário Internacional, com quem a Argentina tem uma dívida de cerca de US$ 44 bilhões.

“Ela falou para os mercados, para os formadores de preços, sem dar nenhuma sinalização para os setores populares”, queixou-se o dirigente social.

O clima de insatisfação é cada vez mais evidente nas ruas argentinas.

Ontem, a Mesa de Enlace, que reúne importantes entidades agrárias do país, realizou um cesse de comercialização por 24 horas e uma manifestação na província de Entre Ríos.

A agroindústria é responsável por grande parte da entrada de divisas estrangeiras no país, afirma ser visto pelo atual governo somente como uma fonte de arrecadação, e que não há medidas que preveem o crescimento do setor.

No último sábado, dia em que o país comemorou a independência, as ruas de Buenos Aires também foram tomadas por protestos.

Separadamente, grupos mais à esquerda do governo e setores de oposição à direita foram até a Praça de Maio contra políticas do governo Fernández.

A principal demanda dos manifestantes à direita era a saída da vice-presidente Cristina Kirchner, enquanto os esquerdistas pediam que a Casa Rosada rompa o acordo assinado com o FMI.

 

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