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⟳ Atualizada em: 28/05/2018 12:26

Mesmo tendo que enfrentar longas filas na capital para abastecer os carros, motoristas dizem apoiar a paralisação dos caminhoneiros. Na visão da maioria, esta greve já não é só dos motoristas de caminhão, mas de toda a sociedade, que sofre com os reajustes quase diários.

O que pensa quem tá na fila

Ronaldo Moura Santos. Foto Hodirley Canguçu/Orla Notícias

Ronaldo Moura Santos é autônomo, usa o carro para trabalhar, para levar os filhos no colégio, para tudo. Com meio tanque ele está na fila há 30 minutos e diz apoiar a greve. “Acho justa a greve, espero que baixe pelo meno R$ 1 no valor final dos combustíveis”, espera Ronaldo.

Antônio Ribeiro é servidor público, também está na fila e também apoia o movimento. “Os governantes só pensam neles, não pensam no povo. Tem que parar mesmo”, desabafa Antônio.

Fernanda Gutierriz, servidora pública, tá com o carro na reserva, toda a família usa o veículo. “Acho legítima a paralisação, precisava. Estamos pagando o preço por nossas más escolhas, espero uma redução significativa”, diz a servidora.

Yury Gustavo Faria. Foto: Hodirley Canguçu/Orla Notícias

A situação do Yury Gustavo Faria, autônomo, é mais crítica, com o tanque na reserva, se não conseguir abastecer, o carro vai ficar no posto. Ele aguarda há 40 minutos na fila e é mais um que apoia o movimento. ” Apesar de ser meio injusta para quem tá na fila, eu estou com os caminhoneiros, espero uma redução de R$0,50 a R$0,70″, diz ele.

Reações

A paralisação dos caminhoneiros chega ao seu 4º dia, o Governo Federal ofereceu uma redução inicial de R$0,05. 

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (23), o projeto que elimina a cobrança de PIS-Cofins sobre o diesel até o fim de 2018. Todos os destaques (propostas de alteração do texto) foram rejeitados.

A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado, mas não deve passar, porque fere a lei de responsabilidade fiscal, já que tira receitas e não informa outra fonte para substituir o rombo gerado, estimado em R$14,5 bilhões.

A Petrobrás concedeu um desconto de 10% no diesel nas refinarias, por 15 dias, na tentativa de sensibilizar os caminhoneiros em busca de uma solução.

Todas as propostas foram  inicialmente negadas pela categoria. Durante evento no Palácio do Planalto em Brasília, na quarta (23), o presidente Temer pediu uma trégua de 3 dias aos caminhoneiros, que responderam que o movimento continua.

O governo senta com o movimento na tarde desta quinta-feira (24).

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