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⟳ Atualizada em: 27/07/2022 09:10

O MDB deve confirmar nesta quarta feira ( 27 ) o nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como candidata à Presidência da República. Apesar disso, o partido está longe de ter consenso interno em torno da congressista.

Mesmo em pré-campanha, Tebet segue estagnada nas pesquisas de intenção de voto junto aos eleitores. Tebet pontuou 3% nas duas últimas rodadas do PoderData. Antes, sua maior pontuação havia sido de 1%. Aposta agora no começo da campanha no rádio e na TV para crescer.

Em 18 de julho, integrantes do partido de 11 unidades da Federação declararam apoio ao ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto ainda no 1º turno. Depois disso, na 3ª feira (19.jul), dirigentes do MDB em 19 Estados ratificaram o apoio a pré-candidatura de Simone Tebet à Presidência da República.

Reclamando que não tinham diálogo com o presidente do partido, Baleia Rossi, a ala lulista do MDB entrou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para suspender a convenção.

O principal articulador desse movimento foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Na terça feira ( 26 ), o ministro da Corte Edson Fachin negou o pedido.

Renan dizia que Baleia Rossi não procurou o grupo lulista para conversar e que a convenção devia ser adiada para 5 de agosto, último dia possível para o evento de acordo com a Lei Eleitoral. Além disso, também queria que o encontro fosse presencial.

Na cúpula do MDB, a percepção desde o início era de que o movimento de Calheiros não deveria prosperar, porque há um processo burocrático para que se convoque uma convenção partidária e todo o rito teria sido seguido.

Dentro dos passos necessários está a votação, por parte da executiva do partido, da data e do formato da convenção. A ata da reunião com a votação é encaminhada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Nesse encontro também é dado o espaço para que os integrantes se manifestem contra a convenção.

“O formato virtual visa economizar cerca de R$ 3 milhões, recursos que serão usados para a eleição de deputados e senadores. Em 2018, a Convenção Nacional que lançou Henrique Meirelles custou R$ 1,8 milhão. Naquela oportunidade, uma ala do partido apresentou, democraticamente, voto contrário à candidatura de Meirelles. A Convenção Nacional é o evento político-partidário que expressa de forma plena a democracia interna dos partidos políticos”, afirmou a sigla em nota.

Outro ponto levantado foi de que o grupo que apoia Lula teria delegado a conversa sobre adiamento com Baleia Rossi para o ex-presidente Michel Temer. Ambos se encontraram, mas antes disso o partido já havia anunciado a manutenção da data e do formato da convenção.

Há confiança, apesar das declarações dos caciques que apoiam Lula, de que o nome da senadora será confirmado pela convenção. Pela contagem da campanha, a senadora teria 80% dos votos do partido para ser a candidata.

Há expectativa de que até mesmo os críticos de Tebet a apoiem na convenção. O acordo dentro do MDB seria de que os acertos regionais estariam liberados, tanto que diversos Estados farão alianças com o PT e outros com partidos ligados a Bolsonaro. Por outro lado, nacionalmente, a sigla teria nome próprio junto com o PSDB e o Cidadania.

Depois da derrota na Justiça, o entendimento entre os descontentes com a candidatura da senadora é de conformidade. Não haveria mais o que questionar para tentar adiar a convenção.

O argumento é de que a plataforma Zoom, que será utilizada no evento, não garante o sigilo da votação. O partido diz o contrário, que contratou empresa especializada para assegurar o voto secreto. 

Apesar de ter anunciado que entraria na justiça contra o evento partidário, Renan Calheiros não assina a petição. Quem assina é Hugo Wanderley Caju, delegado da convenção do MDB, segundo o documento. 

Na petição ao TSE, o delegado do MDB diz que eventual suspensão da convenção pela Corte não implicaria em descumprimento do calendário eleitoral pela sigla. As legendas têm até 5 de agosto para fazer as convenções. 

“Existe tempo hábil para que o MDB convoque uma nova convenção, presencial ou em outra modalidade, que assegure o sigilo do voto, adequada ao seu Estatuto”.

Segundo o MDB, o partido terá uma empresa especializada por assegurar o sigilo dos votos durante a convenção virtual da sigla.

Conforme Renato Ramos, advogado do partido, além de contratar a empresa AF Consultoria para cuidar do sistema de credenciamento dos votantes e da votação em si, a sigla colocou uma cláusula expressa no contrato determinando que o sigilo do voto seja assegurado pela contratada. .

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