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⟳ Atualizada em: 11/09/2021 09:03

Partidos da oposição ao governo Jair Bolsonaro se reuniram virtualmente, nesta semana, para debater os próximos passos de um novo pedido de impeachment contra o presidente. No encontro foi decidido que uma nova reunião acontecerá na próxima quarta-feira, 15.

Este novo encontro contará também com a participação de novos integrantes do centro e centro-direita que já se declararam publicamente a favor da abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como o Novo, DEM, PSD e o PSDB.

Foto: Divulgação.

A reunião foi realizada após as declarações feitas pelo presidente durante o feriado de 7 de setembro, quando afirmou que não acataria ordens do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Entre as siglas participantes deste primeiro encontro estavam PT, PDT, PSB, PCdoB, Rede, PV, Solidariedade e Cidadania.

A intenção do próximo encontro é já marcar um ato público, provavelmente no fim de setembro ou começo de outubro. Também está sendo discutida a possibilidade de marcar o ato para o dia 15 de novembro, data em que se comemora a Proclamação da República.

PSDB na oposição

Também nesta quarta-feira, a liderança do PSDB se reuniu e decidiu que irá fazer uma oposição ao governo, mas ainda não havia chegado a um consenso sobre o pedido de impeachment.

Já o PSD, capitaneado por Gilberto Kassab, criou uma comissão de acompanhamento de um possível impeachment do presidente no partido.

Planalto se mobiliza e gera reação

Após a reação do mercado e do mundo político às falas de Bolsonaro durante os atos do dia 7 já na quarta-feira (8), o governo veio a público nesta quinta-feira (9) para se manifestar sobre a crise institucional entre os Poderes da República.

Em 10 pontos elencados, Bolsonaro afirmou que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes” e justificou que suas palavras, “por vezes contundentes, decorreram do calor do momento”.

No entanto, reiterou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem responsabilizou pelas divergências entre os Poderes.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou ter redigido a nota divulgada por Bolsonaro.

Também nesta quinta-feira, Bolsonaro falou por telefone com o ministro Alexandre de Moraes. A ligação foi mediada por Temer. O conteúdo da conversa permanece em sigilo.

Após a movimentação de Bolsonaro nesta quinta-feira, a Bolsa subiu 1,66%, e o dólar caiu, em sinal de aprovação. O mundo político também se manifestou sobre as declarações do presidente de hoje.

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