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⟳ Atualizada em: 26/07/2021 14:12

10 dos 13 setores mais importantes da indústria brasileira retomaram ou superaram os níveis de atividade praticados antes da pandemia de covid-19. Os setores que mais cresceram foram: máquinas e equipamentos, com aumento de 27,6% na receita líquida; alimentos e bebidas, que registrou alta de 23,5% no faturamento; e cimentos, com produção 22% maior do que em 2019. O setor com queda mais acentuada foi o de veículos, que produziu 21,8% menos ante o período pré-pandemia.

O levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo comparou dados fornecidos por entidades dos setores dos primeiros meses de 2019 com os de igual período em 2021, exceto para o setor de eletrodomésticos, que foram usados dados do 1º trimestre de 2020 ante 2019.

Eis o resultado da pesquisa:

  • Aço bruto: aumento de 4% na produção
  • Alimentos e bebidas: aumento de 23,5% no faturamento
  • Calçados: queda de 14,5% na produção
  • Cimento: aumento de 22% na produção
  • Eletrodomésticos: aumento de 0,61% nas vendas
  • Eletroeletrônicos: aumento de 1,8% na produção
  • Máquinas e equipamentos: aumento de 27,6% na receita líquida
  • Químicos: aumento de 3% na produção
  • Papel: aumento de 15% na produção
  • Plásticos: aumento de 7,9% na produção
  • Têxtil: aumento de 0,7% na produção
  • Veículos: queda de 21,8% na produção
  • Vestuário: queda de 5,6% na produção

EXPECTATIVAS

Segundo analistas, espera-se que os setores sigam em crescimento. A principal causa da recuperação é o progresso da vacinação anticovid, que pode aumentar o consumo.

Porém, a variante delta do novo coronavírus, que é mais contagiosa, preocupa. Com o avanço da cepa, pode ser que medidas de isolamento social sejam novamente adotadas.

Outras barreiras para o crescimento são os custos de matérias-primas e de energia elétrica, alta dos juros, desemprego e falta de insumos em alguns setores.

Especialistas consultados pela reportagem afirmam que a atividade industrial deve se normalizar no 2º semestre deste ano em vários segmentos. Segundo Pedro Renault, economista do Itaú Unibanco, no momento, o aquecimento da atividade de parte da indústria se deve à reposição de estoques, não ao crescimento da demanda.

O economista alerta para o aumento da taxa de juros, que reduz a capacidade dos consumidores financiarem a compra de bens e dos produtores de investirem. As atuais projeções do Boletim Focus indicam que a taxa básica, a Selic, ficará em 6,5% ao ano em 2021 e em 2022. Atualmente, está em 4,25%.

Outra barreira para o crescimento é a alta do preço da energia elétrica. Para Fabio Bentes, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o preço da energia, que já pesa no bolso dos brasileiros, deverá ser repassado também às mercadorias.

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