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⟳ Atualizada em: 17/07/2020 15:30

Na manhã desta quinta-feira, 17, a Polícia Civil do Tocantins realizou a primeira incineração de 2020 em Palmas. 

Para que a ação fosse realizada, a Polícia Civil do Tocantins montou um forte esquema de segurança que envolveu além dos policiais da própria Denarc, equipes do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote).

Além das equipes da Denarc e do reforço da segurança garantido pelo Gote, a ação de incineração das drogas contou com a participação de membros do Ministério Público, Poder Judiciário, Vigilância Sanitária e peritos da Polícia Científica do Tocantins.  

Um carregamento de mais de 200 kg de entorpecentes, como maconha, cocaína, crack e drogas sintéticas, avaliado em mais de R$ 5 milhões, foi incinerado, por meio de uma ação realizada pela Divisão Especializada na Repressão a Narcóticos (1ª Denarc), de Palmas.

A ação ocorreu em uma cerâmica da região sul da Capital e resultou na destruição do entorpecente, que foi apreendido em ações de combate e repressão ao tráfico de drogas durante os primeiros seis meses de 2020, em Palmas.

Ao todo foram incinerados 185,9 kg de maconha, 9,1 kg de crack, 14,4 g de cocaína, 650 unidades de ecstasy e 54 de LSD, todas apreendidas pela Denarc. A ação tem previsão legal quanto à destruição de drogas e foi devidamente autorizada pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público Estadual (MPTO). 

A incineração foi acompanhada por um perito oficial do Instituto de Criminalística do Tocantins, órgão vinculado à Superintendência de Polícia Científica da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Investigação

Segundo o delegado-chefe da Denarc, Enio Walcacer de Oliveira Filho, a grande quantidade de drogas destruídas nesta sexta-feira é resultado do intenso trabalho investigativo que vem sendo realizado nos últimos meses. Segundo o Delegado, foram apreendidas neste período centenas de quilos de drogas naturais como maconha e cocaína e também drogas semissintéticas como LSD e Ecstasy, que seriam revendias a usuários de Palmas.

“Com a intensificação das ações da Denarc, fomos capazes de tirar de circulação das ruas e avenidas de Palmas, uma média de 1,2 kg de drogas de variantes diversas por dia neste primeiro semestre de 2020”, afirmou o delegado. Enio Walcacer relata que, no mesmo período, a Denarc também deflagrou dezenas de operações contra o tráfico de drogas, as quais resultaram na prisão de mais de 180 pessoas suspeitas pela prática de tráfico de drogas, sendo que 53 procedimentos policiais já foram concluídos e remetidos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, somente nos últimos dois meses.

“Nossas equipes não têm medido esforços no sentido de apreender o maior número possível de drogas não só em Palmas, bem como em municípios do interior do Estado, para evitar que mais famílias sejam destruídas por esse mal, uma vez que o tráfico de drogas fomenta a prática de outros crimes, como os patrimoniais e contra a vida, estes últimos na disputa de territórios para o tráfico”, ressaltou o delegado, ao afirmar que a Denarc combate com muito rigor essa modalidade criminosa e que, em apenas seis meses, foi possível apreender mais de 200 kg de entorpecentes.

Proveitosa

Para Fábio Lang, promotor da 13ª Promotoria de Justiça do Ministério Público Estadual, que é responsável pela prevenção e repressão ao tráfico de drogas, a incineração representa o trabalho de excelência que vem sendo desenvolvido pela Segurança Pública do Estado no combate ao tráfico. “Significa também que a Polícia Civil, por meio da Denarc, está conseguindo barrar a chegada da droga na mão dos traficantes e também para o consumo de usuários”, pontuou o promotor, ao agradecer a parceria da Segurança Pública com o Ministério Público. “Essa parceria sempre foi muito proveitosa e necessária e, por meio dela, conseguimos dar a resposta essencial no combate ao tráfico de drogas”.

Inquéritos

O Delegado Enio Walcacer ressalta que toda droga apreendida advém de inquéritos policiais instaurados e devidamente finalizados pela Denarc, sendo que todo o entorpecente conta com laudos técnicos emitidos pela Polícia Científica, que embasam os procedimentos policiais no sentido de determinar com exatidão o tipo exato de droga apreendido, conforme previsão da Lei de Drogas (Lei n° 11.343/2006).

O delegado Enio Walcacer esclarece ainda que, devido ao fato de a Polícia Civil utilizar fornos de empresas parceiras e também por questão de logística, optou-se por reunir uma quantidade considerável de drogas e, dessa forma, realizar a incineração de uma única vez. “A queima do entorpecente é feita sem qualquer ônus para o Estado. Assim, escolhemos a presente data porque já tínhamos uma grande quantidade de droga armazenada na unidade policial e, desse modo, a ação pode transcorrer sem maiores atropelos”, afirmou o delegado.

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