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⟳ Atualizada em: 15/07/2022 17:11

O presidente Jair Bolsonaro contestará o resultado das eleições de outubro. E isso provocará no país alguma forte confusão institucional.

As duas afirmações acima são certezas para a maioria dos deputados e senadores, conforme mostra a última rodada do Painel do Poder, pesquisa trimestral que o Congresso em Foco Análise realiza com 64 dos principais líderes do Congresso Nacional. Ao longo dos próximos dias, vamos publicar extratos desta última edição.

De acordo com a pesquisa, 54,69% dos deputados e senadores entrevistados consideram altamente provável que Bolsonaro irá incitar no Brasil um movimento semelhante ao que fez nos Estados Unidos Donald Trump depois que perdeu as eleições para Joe Biden em 2020. Nos Estados Unidos, a contestação do resultado resultou na invasão do Capitólio, sede do poder Legislativo, no dia 6 de janeiro de 2021 e na morte de cinco pessoas.

Na pesquisa, 23,44% dos parlamentares (15 respostas) dizem considerar “quase certo” que Bolsonaro irá contestar o resultado. E isso é “muito provável” para 31,25% (20 respostas). Há ainda 14,06% que consideram a hipótese “medianamente provável” (nove respostas).

“São, portanto, 68,75% de parlamentares que percebem que poderá haver a incitação de movimentos populares que questionem o resultado eleitoral. O contraponto é de 31,25% de deputados e senadores que consideram pouco provável que aconteça algo do gênero”, observa o relatório da pesquisa.

Ambiente de estresse político

A consequência clara dessa situação é que a expressiva maioria dos parlamentares acredita que isso tornará o ambiente político do país conturbado. O Painel do Poder perguntou aos deputados e senadores se eles consideram que as eleições irão acontecer normalmente ou se haverá algum tipo de estresse institucional, nada menos que 84,4% cravaram a primeira hipótese. Somente 15,6% disseram acreditar que as eleições ocorrerão normalmente (10 respostas). Mas somente 1,6% acreditam que tal estresse redundará em ruptura institucional.

Na avaliação de 48,4%, o comportamento de Bolsonaro provocará momentos de tensão durante as eleições, mas que eles serão superados rapidamente (31 respostas).  Outros 34,4% acham que o estresse acontecerá e que os problemas serão superados com dificuldade (22 respostas).

“Nenhum membro da oposição aposta na normalidade completa. E nenhum membro da base aposta na ruptura institucional definitiva, revelando uma leve polarização no padrão de respostas”, observa o relatório.

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