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⟳ Atualizada em: 27/07/2022 11:57

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que estuda retomar o programa Bolsa Família, substituído pelo Auxílio Brasil em 2021, no valor de R$ 600. Em entrevista ao portal UOL nesta 4ª feira (27.jul.2022), o ex-presidente falou em recriar programas executados em governos petistas, citando o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.

“O “Minha Casa, Minha Vida” é um programa que precisa ser retomado. Ele pode ser aperfeiçoado, mas foi o mais importante programa habitacional feito nesse país. […] Simplesmente acabou isso e inventaram uma tal de Casa Verde e Amarela quando o povo tem que ter liberdade de escolher a cor que quiser na sua casa”, disse o petista sobre o programa substituído pelo “Casa Verde e Amarela” em novembro de 2021.

Sobre o Bolsa Família, Lula completa: “O Bolsa Família não era um programa eleitoral. Era um programa que permaneceu vivo durante 18 anos e que tinha condicionantes. A mulher que recebia o cartão, ela tinha que colocar o filho na escola, tinha que tomar vacina, tinha que fazer exame e dar vacina nas crianças. Era uma coisa quase que perfeita. Simplesmente mudar de nome foi uma bobagem. Nós vamos retomar o Bolsa Família a R$ 600, obviamente que você tem que levar em conta os números  de pessoas por família, não tem que ser igual para todo mundo”.

O Bolsa Família foi criado durante o governo de Lula em 2003. Segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de 2017, com dados de 2016, o Bolsa Família foi responsável por tirar da pobreza extrema mais de 3,4 milhões de pessoas. Outras 3,2 milhões passaram acima da linha de pobreza graças ao programa. De acordo com as estimativas do Ipea, o Bolsa Família foi responsável por 14,8% da redução da desigualdade regional, especialmente na relação do Nordeste com as demais regiões.

Em novembro, o programa foi extinto e substituído pelo Auxílio Brasil. O programa é a principal aposta de Jair Bolsonaro para disputar a área social com o petista.

Inicialmente, o auxílio pago era de R$ 400, mas diante da aproximação da eleição o valor foi alterado para R$ 600 com a aprovação da PEC das Bondades no Congresso Nacional. O novo auxílio de R$ 600 será pago em 5 parcelas até dezembro. Deve beneficiar indiretamente 53 milhões de pessoas. O governo prometeu zerar a fila de 1,6 milhão de famílias (4,7 milhões de pessoas) no programa social.

 

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