0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

⟳ Atualizada em: 09/03/2022 20:30

O Kremlin acusou os Estados Unidos, nesta quarta-feira, de declararem uma guerra econômica à Rússia que está semeando o caos nos mercados de energia, e alertou Washington de que está considerando qual será sua resposta ao veto norte-americano ao petróleo russo.

A economia da Rússia está enfrentando a crise mais grave desde a queda da União Soviética em 1991, depois que o Ocidente impôs pesadas sanções a quase todo o sistema financeiro e corporativo russo após a invasão da Ucrânia por Moscou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as sanções do Ocidente como um ato hostil que agitou os mercados globais e disse não estar claro até onde iria a turbulência nos mercados globais de energia.

“Você vê o caos, o caos hostil, que o Ocidente semeou  e isso, claro, torna a situação muito difícil e nos obriga a pensar seriamente”, disse Peskov a repórteres.

“Vemos que a situação nos mercados de energia está se desenvolvendo de forma bastante turbulenta  e não sabemos até onde essa turbulência irá”, completou.

Ele se recusou a descrever a natureza exata da resposta da Rússia. O presidente Vladimir Putin, líder supremo da Rússia desde 1999, realizará uma reunião com o governo na quinta-feira para discutir como minimizar o impacto das sanções, disse o Kremlin.

A tentativa do Ocidente de isolar a Rússia um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, gás e metais atingiu os mercados de commodities e aumentou o espectro da inflação em espiral em todo o mundo.

Questionado sobre os comentários do Kremlin, o vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Daleep Singh, disse: “Esta é uma guerra de agressão brutal e desnecessária. Dissemos o tempo todo que, se a agressão aumentar, os custos também aumentarão”.

“Eu não chamaria de guerra econômica. Esta é a nossa maneira de demonstrar determinação”, afirmou Singh.

Post Anterior

STF rejeita ação que pedia redução do prazo de inelegibilidade

Próximo Post

PSB desiste de formar federação com PT, mas aliança com Lula será mantida